Cidades
Secretaria de Saúde vai reforçar meta de vacinação com busca ativa de servidores
Cidades
O mês de maio começa com uma programação itinerante de vacinação contra a influenza em Várzea Grande. A Secretaria Municipal de Saúde vai percorrer diversos setores do Executivo municipal em uma busca ativa por servidores que se enquadram nos critérios dos grupos prioritários para receber o imunizante.
Conforme o Ministério da Saúde, integram os grupos prioritários: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, professores, povos indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e pessoas em situação de rua.
No dia 4 de maio, as doses estarão disponíveis na sede da Secretaria Municipal de Saúde, no Complexo de Saúde, localizado na Avenida da FEB, ao lado da Ariel Veículos.
No dia 7 de maio, a vacinação será realizada no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), das 8h30 às 10h30, contemplando servidores da unidade e Agentes de Combate às Endemias (ACEs).
Já no dia 8 de maio, as equipes da Saúde estarão no Centro de Convivência Vovô Zeid, durante o período da manhã, para imunizar os idosos atendidos no local.
Os policiais do 2º Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso também serão contemplados. Nos dias 5 e 6 de maio, a vacina contra a influenza estará disponível durante todo o dia.
O superintendente de Vigilância em Saúde, Carlos Valadares, destacou que a ação segue determinação do Ministério da Saúde, que prioriza a primeira etapa da campanha para pessoas consideradas de maior risco.
“É uma proteção necessária à população mais vulnerável às complicações da influenza e uma forma de evitar aumento da demanda nas unidades de saúde. Realizamos o Dia D, estamos iniciando agora essa busca ativa por servidores e qualquer pessoa que se enquadre nos critérios prioritários pode procurar uma unidade e se vacinar”, afirmou.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, reforçou que, neste momento, a vacinação está autorizada exclusivamente para os grupos prioritários.
“Seguimos a determinação do Ministério da Saúde. Quando houver liberação para toda a população, estaremos em campo, também de forma itinerante, se necessário, para ampliar a cobertura vacinal no Município. Neste momento, a meta é alcançar o maior número possível de pessoas prioritárias”, disse.
Valéria também ressaltou que a vacinação é a principal forma de prevenção contra complicações da influenza.
“Pedimos às pessoas que fazem parte dos grupos prioritários e ainda não se imunizaram que procurem a unidade de saúde mais próxima e garantam sua dose, protegendo a si mesmas e ajudando a reduzir a circulação do vírus no Município e a sobrecarga nas unidades de pronto atendimento. A vacina é segura, gratuita e essencial para prevenir casos graves da doença, especialmente entre os mais vulneráveis”, concluiu.
Galeria de Fotos (4 fotos)
Cidades
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
.
Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
-
Política3 dias atrásÀs vésperas da convenção, Mauro e Pivetta reúnem tropa contra Jayme Campos
-
Cidades3 dias atrásPrefeitura distribui mudas gratuitas e incentiva arborização em Várzea Grande
-
Cidades5 dias atrásDAE cria plano de recuperação financeira para enfrentar crise e garantir abastecimento em Várzea Grande
-
Cidades4 dias atrásAcelera VG Regularização Fundiária chega ao bairro da Manga e inicia cadastramento para entrega de títulos definitivos
-
Cidades7 dias atrásEMEB Abdala José de Almeida inaugura espaço dedicado à leitura e ao reforço da aprendizagem
-
Cidades5 dias atrásPrefeitura apoia pesquisa da UFMT para monitoramento de lagartas em propriedades rurais de Várzea Grande
-
Cidades6 dias atrásVárzea Grande celebra o Dia da Mulher Negra com debates, empreendedorismo e valorização da ancestralidade
-
Cidades7 dias atrásVárzea Grande amplia atendimento em saúde ocular e capacita profissionais para uso do retinógrafo nas UBSs

