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Insumos e assistência técnica garantem produção de agricultoras no Sadia III

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Produtoras da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, recebem insumos e assistência técnica contínua para o cultivo de maracujá e banana-da-terra. A iniciativa inclui o transporte de esterco bovino, cerca de 17 toneladas, utilizado no preparo de covas, e faz parte das ações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, em parceria com o escritório local da Empaer.

Além do fornecimento de insumos, o trabalho envolve visitas técnicas semanais às propriedades, com orientações sobre manejo do solo e condução das culturas, o que tem contribuído para melhorar o desenvolvimento das lavouras.

Para a produtora Ana Lúcia, o apoio tem impacto direto na produção. “Sem esse suporte, seria muito difícil conseguir preparar a terra da forma correta. O esterco e as orientações técnicas fazem toda a diferença no resultado da nossa plantação”, afirmou.

Já a produtora Luciene Chiulo, que cultiva banana-da-terra, destacou a importância do acompanhamento técnico. “A gente não teria condições de fazer tudo isso sozinha. Esse acompanhamento nos dá segurança para plantar e certeza de que vamos colher bons frutos”, disse.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a ação busca garantir condições adequadas de produção para os pequenos agricultores. “Nosso compromisso é assegurar que os produtores tenham acesso aos insumos e ao conhecimento necessário para produzir com qualidade”, afirmou.

O coordenador de desenvolvimento rural de Várzea Grande, Leandro Silva, responsável pelo levantamento das demandas e pelas visitas às propriedades, destacou que o acompanhamento técnico permite corrigir falhas ao longo do cultivo. “Esse trabalho próximo com os produtores é fundamental para melhorar os resultados e evitar perdas”, explicou.

Cerca de 3 mil famílias das comunidades rurais de Várzea Grande recebem esse tipo de assistência, considerada essencial para viabilizar a produção e garantir renda aos pequenos produtores.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Horta escolar transforma plantio e colheita em aprendizado na zona rural de VG

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Aprender colocando a mão na terra, acompanhando o crescimento das plantas e descobrindo de onde vêm os alimentos que chegam à mesa. É dessa forma que os alunos da EMEB Benedito Abraão, localizada na região rural do Formigueiro, em Várzea Grande, participam de uma ação pedagógica que transforma os espaços da própria escola em ambientes de aprendizagem.

Desenvolvida regularmente ao longo do ano pela direção da unidade, em conjunto com professores, Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs), Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs) e demais profissionais, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A proposta envolve os estudantes em diferentes etapas, desde o plantio e os cuidados com a horta e os demais cultivos até a tão esperada colheita. Entre os alimentos produzidos na escola estão mandioca, abacaxi, abóbora, verduras e outros produtos que, depois de colhidos, também podem complementar as refeições servidas aos próprios alunos.

A atividade não tem uma data específica para acontecer. É a própria natureza que determina o calendário. Quando um alimento está pronto para ser retirado da terra ou colhido, a equipe aproveita o momento para transformar a experiência em uma atividade educativa.

Segundo a diretora da EMEB Benedito Abraão Nassarden, Rosalina Costa Santos, os alunos acompanham esse processo de perto.

“Não temos um dia específico, porque tudo depende do tempo de cada plantação. Temos mandioca, abacaxi, horta e outros cultivos. Quando percebemos que está pronto para colher, levamos as crianças e fazemos esse trabalho com elas. O abacaxi, por exemplo, foi plantado no começo do ano e agora começou a amadurecer. Então, assim que encontramos os frutos maduros, já fazemos a colheita com os alunos”, explicou a diretora.

A participação envolve principalmente estudantes do 3º, 4º e 5º anos do período matutino, mas o trabalho faz parte da rotina pedagógica da unidade e mobiliza toda a comunidade escolar. Em algumas atividades, até mesmo os pais dos alunos já participaram das ações de plantio e cultivo.

Por estar localizada na zona rural, a EMEB Benedito Abraão também utiliza a atividade para aproximar os conteúdos escolares da realidade vivenciada pelas crianças e suas famílias, valorizando os conhecimentos e as práticas presentes na própria comunidade.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca que experiências como essa fortalecem uma educação conectada à realidade dos estudantes.

“Quando a escola utiliza o ambiente onde a criança vive como parte do processo de aprendizagem, o conhecimento ganha ainda mais significado. Uma horta pode ensinar ciências, matemática, educação ambiental, alimentação saudável, cooperação e responsabilidade. Em uma unidade da zona rural, essa experiência também valoriza os saberes e a cultura da própria comunidade. É uma aprendizagem que ultrapassa a sala de aula e que as crianças levam para a vida”, ressaltou Maria Fernanda.

Colher, preparar e compartilhar

O resultado do trabalho também chega à cozinha da escola. Os alimentos produzidos são aproveitados pela própria unidade e ajudam a complementar as refeições oferecidas aos estudantes. Quando há mandioca disponível, por exemplo, as cozinheiras podem colher o alimento e utilizá-lo no preparo dos pratos.

A horta recebe cuidados constantes, inclusive com a participação dos estudantes, que ajudam no plantio e na manutenção dos cultivos. Assim, as crianças acompanham todo o percurso do alimento: do preparo da terra ao plantio, do crescimento à colheita e, finalmente, ao consumo.

Em algumas épocas, a produção chega a superar a quantidade necessária para o consumo na escola. Foi o que ocorreu com a plantação de abóboras.

“Neste ano tivemos uma colheita muito boa de abóbora. Produziu bastante e, além do que foi aproveitado aqui, as crianças puderam levar abóboras para casa. É muito gratificante porque eles plantam, acompanham, cuidam e depois veem o resultado de todo esse trabalho”, contou a diretora.

Para a SMECEL, ações como a desenvolvida na EMEB Benedito Abraão demonstram como atividades simples, conectadas ao cotidiano, podem se transformar em importantes ferramentas pedagógicas. Além de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e o respeito ao meio ambiente, a experiência estimula a autonomia, a curiosidade, a cooperação e o sentimento de pertencimento dos estudantes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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