Cidades
DAE realiza obra de ligação entre a ETA Cristo Rei e Reservatório do Morro do Urubu
Cidades
A avenida será fechada à noite e não haverá interrupção no abastecimento
O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) inicia, nesta sexta-feira (28), uma obra fundamental para a melhoria do abastecimento de água em Várzea Grande. A intervenção será realizada na Avenida 31 de Março, em frente à ETA Cristo Rei, e tem como objetivo interligar o Sistema I e III, garantindo maior segurança hídrica para a região.
Recentemente, a ETA III enfrentou problemas na produção, e sua falta de conexão com os demais sistemas impediu que outras Estações de Tratamento ajudassem a manter o abastecimento da região. Com essa obra, o reservatório do Morro do Urubu poderá abastecer os bairros atendidos pela ETA III em casos emergenciais, reduzindo o impacto de paralisações e garantindo mais estabilidade no fornecimento de água.
Os trabalhos terão início nesta tarde, com a abertura dos canteiros, e, a partir das 19h, a Avenida 31 de Março será fechada para a execução da obra. A previsão é que os serviços sejam finalizados até às 7h da manhã de sábado (29), caso tudo ocorra conforme planejado.
Durante esse período, a Guarda Municipal estará no local para orientar os motoristas e minimizar os transtornos causados pela interdição.
Após a conclusão do trabalho, a secretaria de Viação e Obras será responsável pela recomposição do solo e fechamento com asfalto, garantindo a normalização do tráfego na região. Será realizado um corte na pista na extensão de 72 m x 80 cm, na Avenida 31 de Março, entre a ETA Cristo Rei e a FEB. O solo será compactado com um compactador e, em seguida, será aplicada massa quente (CBUQ), com o uso de rolo compactador para garantir a qualidade do acabamento.
BENEFÍCIOS DA INTERLIGAÇÃO DOS SISTEMAS – Com essa interligação, o Sistema III deixará de ser isolado, o que significa que, em caso de necessidade, outras estações poderão contribuir com o abastecimento da região. Esse é um passo essencial para a modernização e eficiência da distribuição de água em Várzea Grande, fortalecendo a estrutura hídrica da cidade.
O DAE-VG pede a compreensão da população pelos possíveis transtornos e reforça que essa obra trará grandes benefícios para toda a cidade.
Cidades
Horta escolar transforma plantio e colheita em aprendizado na zona rural de VG
Aprender colocando a mão na terra, acompanhando o crescimento das plantas e descobrindo de onde vêm os alimentos que chegam à mesa. É dessa forma que os alunos da EMEB Benedito Abraão, localizada na região rural do Formigueiro, em Várzea Grande, participam de uma ação pedagógica que transforma os espaços da própria escola em ambientes de aprendizagem.
Desenvolvida regularmente ao longo do ano pela direção da unidade, em conjunto com professores, Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs), Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs) e demais profissionais, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).
A proposta envolve os estudantes em diferentes etapas, desde o plantio e os cuidados com a horta e os demais cultivos até a tão esperada colheita. Entre os alimentos produzidos na escola estão mandioca, abacaxi, abóbora, verduras e outros produtos que, depois de colhidos, também podem complementar as refeições servidas aos próprios alunos.
A atividade não tem uma data específica para acontecer. É a própria natureza que determina o calendário. Quando um alimento está pronto para ser retirado da terra ou colhido, a equipe aproveita o momento para transformar a experiência em uma atividade educativa.
Segundo a diretora da EMEB Benedito Abraão Nassarden, Rosalina Costa Santos, os alunos acompanham esse processo de perto.
“Não temos um dia específico, porque tudo depende do tempo de cada plantação. Temos mandioca, abacaxi, horta e outros cultivos. Quando percebemos que está pronto para colher, levamos as crianças e fazemos esse trabalho com elas. O abacaxi, por exemplo, foi plantado no começo do ano e agora começou a amadurecer. Então, assim que encontramos os frutos maduros, já fazemos a colheita com os alunos”, explicou a diretora.
A participação envolve principalmente estudantes do 3º, 4º e 5º anos do período matutino, mas o trabalho faz parte da rotina pedagógica da unidade e mobiliza toda a comunidade escolar. Em algumas atividades, até mesmo os pais dos alunos já participaram das ações de plantio e cultivo.
Por estar localizada na zona rural, a EMEB Benedito Abraão também utiliza a atividade para aproximar os conteúdos escolares da realidade vivenciada pelas crianças e suas famílias, valorizando os conhecimentos e as práticas presentes na própria comunidade.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca que experiências como essa fortalecem uma educação conectada à realidade dos estudantes.
“Quando a escola utiliza o ambiente onde a criança vive como parte do processo de aprendizagem, o conhecimento ganha ainda mais significado. Uma horta pode ensinar ciências, matemática, educação ambiental, alimentação saudável, cooperação e responsabilidade. Em uma unidade da zona rural, essa experiência também valoriza os saberes e a cultura da própria comunidade. É uma aprendizagem que ultrapassa a sala de aula e que as crianças levam para a vida”, ressaltou Maria Fernanda.
Colher, preparar e compartilhar
O resultado do trabalho também chega à cozinha da escola. Os alimentos produzidos são aproveitados pela própria unidade e ajudam a complementar as refeições oferecidas aos estudantes. Quando há mandioca disponível, por exemplo, as cozinheiras podem colher o alimento e utilizá-lo no preparo dos pratos.
A horta recebe cuidados constantes, inclusive com a participação dos estudantes, que ajudam no plantio e na manutenção dos cultivos. Assim, as crianças acompanham todo o percurso do alimento: do preparo da terra ao plantio, do crescimento à colheita e, finalmente, ao consumo.
Em algumas épocas, a produção chega a superar a quantidade necessária para o consumo na escola. Foi o que ocorreu com a plantação de abóboras.
“Neste ano tivemos uma colheita muito boa de abóbora. Produziu bastante e, além do que foi aproveitado aqui, as crianças puderam levar abóboras para casa. É muito gratificante porque eles plantam, acompanham, cuidam e depois veem o resultado de todo esse trabalho”, contou a diretora.
Para a SMECEL, ações como a desenvolvida na EMEB Benedito Abraão demonstram como atividades simples, conectadas ao cotidiano, podem se transformar em importantes ferramentas pedagógicas. Além de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e o respeito ao meio ambiente, a experiência estimula a autonomia, a curiosidade, a cooperação e o sentimento de pertencimento dos estudantes.
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