Agricultura

Projeto quer proibir exportar gado vivo. Setor já movimentou R$ 4,3 bi em 2026

Publicado em

Agricultura


Uma proposta da deputada federal Gleisi Hoffmann, para proibir a exportação de animais vivos destinados ao abate ou à engorda, abriu uma nova discussão entre proteção animal e interesse econômico da pecuária. O mercado movimentou cerca de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, com o embarque de aproximadamente 678 mil bovinos.

Apresentado em 27 de julho, o Projeto de Lei (PL) 4.795/2026 também alcança búfalos, ovinos, caprinos, suínos e equinos. Ficariam permitidas as vendas externas de reprodutores, matrizes, animais para pesquisa, exposições e programas de conservação, além de material genético.

A deputada sustenta que as viagens, principalmente por navios, submetem os animais a riscos de calor, superlotação, doenças, estresse e dificuldade de atendimento veterinário. A proposta prevê multas de R$ 2 mil a R$ 20 mil por animal, limitadas a R$ 50 milhões por infração.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne 374 deputados e senadores, reagiu à proposta e pediu que os impactos econômicos sejam avaliados antes da votação. A bancada critica a proibição imediata, sem período de transição, e afirma que o texto poderá retirar dos pecuaristas uma alternativa de comercialização.

Segundo a FPA, a presença de compradores estrangeiros amplia a concorrência pelo rebanho e ajuda na formação dos preços, principalmente no Pará, no Rio Grande do Sul e no Tocantins. A bancada também alerta que os importadores poderão procurar animais em outros países, sem garantia de que passem a comprar carne processada do Brasil.

A controvérsia está no alcance da medida. Atualmente, as exportações precisam cumprir protocolos sanitários, períodos de quarentena, certificação veterinária e regras de transporte fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para os defensores da proibição, essas exigências não eliminam os problemas de bem-estar durante trajetos longos.

Na pecuária, porém, o embarque de animais vivos representa uma alternativa de comercialização, especialmente no Pará, no Rio Grande do Sul e no Tocantins. A presença de compradores estrangeiros amplia a concorrência pelos animais e pode melhorar os preços recebidos pelo produtor em algumas regiões.

O projeto parte da expectativa de que o gado atualmente exportado seja abatido no Brasil, mantendo no país a renda gerada pelo processamento da carne. Essa substituição não está garantida. Países como Turquia, Marrocos, Iraque e Egito podem procurar animais em outros fornecedores internacionais, em vez de comprar carne brasileira.

A proposta ainda está no início da tramitação na Câmara dos Deputados e não tem relator. Até que seja aprovada pela Câmara e pelo Senado e sancionada, as exportações continuam autorizadas pelas regras atuais.

Fonte: Pensar Agro



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agricultura

Agropec começa sábado com negócios, tecnologia e pecuária

Publicados

em


Começa neste sábado (08.08), em Paragominas (300 km da capital, Belém), no Pará, a 59ª Feira Agropecuária de Paragominas (Agropec). Considerado o maior evento do setor na Região Norte, o encontro seguirá até 16 de agosto, com entrada gratuita.

Promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Paragominas (SPRP), a feira reunirá produtores, empresas, cooperativas, instituições financeiras e pesquisadores no Parque de Exposições Amílcar Tocantins. A programação inclui exposição de animais, leilões, palestras, provas equestres e apresentação de máquinas e tecnologias.

Uma das novidades é o IAgro, espaço dedicado à agricultura de precisão, mecanização, conectividade, gestão e transformação digital. A AquaAgropec concentrará atividades relacionadas à piscicultura e à aquicultura, com soluções em genética, nutrição, manejo e equipamentos.

A pecuária terá exposição de animais, leilões e rodeio durante cinco dias. A feira também contará com rodadas de relacionamento entre produtores e empresas interessadas em ampliar negócios na região.

Segundo o SPRP, a edição anterior recebeu 148 mil visitantes. A presidente da entidade, Maxiely Scaramussa Bergamin, afirma que o evento ajuda a movimentar o comércio, a hotelaria e os serviços de Paragominas, além de atrair investimentos para as cadeias produtivas locais.

No dia 14, o Encontro Rural Delas discutirá liderança, inovação e participação feminina no agronegócio. A programação terá o professor e escritor José Luiz Tejon e Caroline Corrêa, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A Agropec também realizará um leilão beneficente para apoiar o tratamento de pacientes com câncer e premiará estudantes participantes do projeto Sementes do Futuro. A iniciativa envolveu mais de 1,3 mil alunos da rede municipal em um concurso de redação sobre o agronegócio.

A programação será completada por rodeio, corrida de rua e apresentações musicais.

Serviço

59ª Feira Agropecuária de Paragominas
Data: 8 a 16 de agosto
Local: Parque de Exposições Amílcar Tocantins, em Paragominas



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA