Economia

Gás de botijão eleva a prévia da inflação de outubro

Publicado em

Economia

IPCA-15 anunciado pelo IBGE nesta sexta-feira, 20, subiu 0,34% em outubro ante setembro; no ano, o índice acumula aumento de 2,25%

Da Redação

 

Os reajustes de preços em combustíveis anunciados pela Petrobrás puxaram a alta de 0,34% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de outubro, divulgado nesta sexta-feira, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em setembro, o índice tinha subido 0,11%. 

Houve elevação de 5,36% nos combustíveis domésticos, pertencentes ao grupo Habitação, e de 1,29% nos combustíveis de veículos, incluídos no grupo Transportes (0,60%).

O gás de botijão, item do grupo Habitação, subiu 5,72% em outubro, o maior impacto individual sobre o IPCA-15 do mês, o equivalente a 0,07 ponto porcentual. Entre setembro e outubro, a Petrobrás anunciou três reajustes nas distribuidoras para o botijão de gás de 13 kg: 12,2% a partir de 06 de setembro; 6,90% a partir de 26 de setembro e 12,9% a partir de 11 de outubro.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula aumento de 2,25% no ano.  A taxa acumulada em 12 meses até outubro foi de 2,71%.  Apesar da aceleração, o resultado permanece abaixo do piso da meta do governo, que tem margem de tolerância de 3% a 6% ao fim deste ano. 

Transportes. O grupo Transportes desacelerou o ritmo de alta na passagem de setembro para outubro, saindo de 1,25% para 0,6% no período, dentro do IPCA-15, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O movimento foi influenciado por aumentos menores na gasolina, que passou de uma alta de 3,76% em setembro para um avanço de 1,45% em outubro, e nas passagens aéreas, que saíram de um salto de 21,30% em setembro para elevação de 7,35% em outubro.

No entanto, o grupo ainda exerceu a maior pressão para o avanço de 0,34% no IPCA-15 de outubro, o equivalente a 0,11 ponto porcentual.

Energia elétrica.  A energia elétrica ficou 0,15% mais barata em outubro, de acordo com os dados do IPCA-15. As variações oscilaram de um recuo de 1,82% na região metropolitana de Porto Alegre a uma elevação de 3,77% em Salvador.

O item impediu uma alta ainda mais acentuada no grupo Habitação, que subiu 0,66% em outubro, pressionado pelo aumento de 5,72% no gás de botijão. Houve impacto também do aumento de 0,11% na taxa de água e esgoto, em função do reajuste de 4,33% na região metropolitana de Fortaleza a partir de 23 de setembro, em complementação aos 12,90% em vigor desde junho de 2017.

Categorias. Seis entre nove grupos de despesas das famílias tiveram taxas de variação mais altas na passagem de setembro para outubro. Alimentação e bebidas reduziram o ritmo de queda, de -0,94% em setembro para -0,15% em outubro, enquanto os preços subiram mais em Habitação (de 0,26% para 0,66%); Vestuário (de 0,31% para 0,48%); Saúde e cuidados pessoais (de 0,10% para 0,54%); Despesas pessoais (de 0,45% para 0,50%); e Comunicação (de -0,18% para 0,48%, puxado pelo aumento de 1,30% no telefone celular).

Na direção oposta, subiram menos os Transportes (1,25% para 0,60%) e Educação (0,09% para 0,01%). O grupo Artigos de residência passou de aumento de 0,04% para redução de 0,13%, sob impacto dos eletrodomésticos, que ficaram 0,57% mais baratos no mês.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte Broadcast / O Estado de S. Paulo

Foto: Divulgação

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Economia

Tesouro Direto bate recorde em agosto com R$ 15 bi em investimentos

Publicados

em


Os investimentos no Tesouro Direto somaram R$ 15 bilhões em agosto, o maior valor da série histórica do programa. No período, foram realizados 1,32 milhão de operações.

Os resgates e vencimentos totalizaram R$ 17,22 bilhões, resultando em captação líquida negativa (quando o governo paga mais dinheiro aos investidores do que capta com novas aplicações) de R$ 2,21 bilhões.

O resultado foi influenciado principalmente pelos vencimentos do Tesouro IPCA+ 2026, que somaram R$ 11,3 bilhões, e do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, com R$ 1,5 bilhão.

Os títulos indexados à taxa Selic foram os mais procurados pelos investidores. As vendas do Tesouro Selic e do Tesouro Reserva alcançaram R$ 7 bilhões em agosto, o equivalente a 46,9% do total.

Os papéis indexados à inflação responderam por R$ 5,5 bilhões das aplicações (36,3%), enquanto os títulos prefixados somaram R$ 2,5 bilhões (16,7%).

Nas recompras antecipadas, os títulos atrelados à Selic também lideraram, com R$ 3 bilhões, ou 67,4% do total. Nesse caso, os títulos indexados à inflação (índices de preços) responderam por pouco mais de R$ 1 bilhão (22,9%), enquanto os prefixados, por R$ 423,6 milhões (9,7%).

Em relação ao prazo dos investimentos, a preferência foi por títulos com vencimento entre um e cinco anos, que concentraram 45,2% das vendas. Os com vencimento entre cinco e dez anos responderam por 43,2% das aplicações, enquanto os com prazo superior a dez anos representaram 11,7% do total.

As aplicações de até R$ 1 mil continuaram predominando entre os investidores e corresponderam a 55,7% das operações realizadas no mês. O valor médio por aplicação foi de R$ 11.366,43.

Estoque

O estoque do Tesouro Direto encerrou agosto em R$ 272 bilhões. O valor representa estabilidade em relação ao mês anterior, quando o estoque estava em R$ 272,3 bilhões, e crescimento de 43% na comparação com agosto de 2025, quando o estoque estava em R$ 190,2 bilhões.

Os títulos indexados à inflação permanecem como a principal parcela da carteira, com estoque de R$ 128 bilhões, o equivalente a 47,1% do total. Em seguida aparecem os títulos atrelados à Selic, com R$ 106,9 bilhões (39,3%), e os prefixados, com R$ 37,1 bilhões (13,6%).

Do total em estoque, R$ 20,2 bilhões (7,4%) vencem em até um ano. Os títulos com vencimento entre um e cinco anos somam R$ 131,4 bilhões (48,3%), enquanto aqueles com prazo superior a cinco anos alcançam R$ 120,5 bilhões (44,3%).

Investidores

O número de investidores ativos, aqueles que possuem aplicações no programa, chegou a 3,83 milhões em agosto. Em relação ao mês anterior, houve acréscimo de 23.962 investidores. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 21,7%.

Já o número de investidores cadastrados atingiu 36,44 milhões. O programa registrou a adesão de 315.217 novos investidores no mês. Em 12 meses, o crescimento foi de 9,6%.



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA