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Organização Internacional do Trabalho condena regra que dificulta pena por trabalho escravo

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Em comunicado oficial, entidade ligada às Nações Unidas classifica a medida como ‘retrocesso lamentável’

Da Redação

 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) criticou nesta quinta-feira, 19, a portaria do Ministério do Trabalho que altera as normas para enquadramento de trabalho análogo à escravidão, dificultando a punição de empresas.

Na avaliação do órgão, a medida causará “retrocessos lamentáveis”, interrompendo “a trajetória de sucesso do Brasil no combate ao trabalho escravo.”

Em comunicado oficial, a OIT ainda aponta que as eventuais consequências da portaria poderão ser analisados pelo Comitê de Peritos da organização, que avalia a mudança como um fator de “enfraquecimento e limitação da efetiva atuação da fiscalização do trabalho, com o consequente aumento da desproteção e vulnerabilidade de uma parcela da população brasileira já muito fragilizada.”

A entidade ligada às Nações Unidas também reforçou as recomendações feitas pelo Comitê de Peritos ao governo brasileiro depara que essa alteração não torne-se, na prática, um obstáculo às ações tomadas para identificar e proteger as vítimas de escravidão. 

O órgão recomenda que o governo brasileiro procure autoridades com experiência no tema, especialmente a a auditoria fiscal do trabalho, o Ministério Público e a Justiça Trabalhista para discutir alterações nos conceitos impostos. Para a OIT, “modificar ou limitar o conceito de submeter uma pessoa a situação análoga à de escravo sem um amplo debate democrático sobre o assunto pode resultar num novo conceito que não caracterize de fato a escravidão contemporânea, diminuindo a efetividade das forças de inspeção e colocando um número muito elevado de pessoas, exploradas e violadas na sua dignidade, em uma posição de desproteção, contribuindo inclusive para o aumento da pobreza em várias regiões do país.”

Portaria. Na segunda-feira, o governo baixou norma que dificulta a punição de empresas que submetem trabalhadores a condições degradantes e análogas à escravidão. O texto publicado no Diário Oficial determina que, a partir de agora, só o ministro do Trabalho pode incluir empregadores na Lista Suja do Trabalho Escravo, esvaziando o poder da área técnica responsável pela relação. A nova regra altera a forma como se dão as fiscalizações, além de dificultar a comprovação e punição desse tipo de crime.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

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Obras avançam no Paiaguás e 50 ruas já são beneficiadas com melhorias

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A Prefeitura de Várzea Grande intensifica as obras de infraestrutura no bairro Paiaguás. Conforme a Secretaria Municipal de Viação e Obras, as equipes atuam no recapeamento asfáltico das ruas onde foram realizados serviços de drenagem e cortes para a instalação da adutora de água.

Na Rua Emília Jacinto, está sendo executada a implantação de drenagem em um trecho da via que apresenta recorrentes alagamentos durante o período chuvoso. A intervenção busca melhorar o escoamento das águas e contribuir para a conservação do pavimento.

Segundo o secretário municipal de Viação e Obras, Celso Pereira, 50 ruas do bairro já foram beneficiadas pelas obras. Ele destaca que, além do asfaltamento, a implantação de uma rede de drenagem adequada é fundamental para garantir maior durabilidade ao pavimento e reduzir a necessidade de novas intervenções.

“Estamos atuando com planejamento e responsabilidade, cumprindo cada etapa conforme o cronograma estabelecido. Estamos realizando uma obra com alta qualidade, com drenagem adequada para aquela região. Esse investimento representa não apenas mais conforto e segurança para os moradores, mas também economia a longo prazo, com pavimento resistente e duradouro”, afirmou o secretário.

Segundo a Secretaria Municipal de Viação e Obras, o conjunto de intervenções no bairro Paiaguás representa um investimento de R$ 10 milhões. Desse total, R$ 3 milhões são provenientes de recursos próprios do Município e o restante é oriundo de convênio.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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