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Máfia que desviava recursos públicos de prefeitura em MT é desbaratada pela PF

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Da Redação

A Prefeitura de Rio Branco-MT está na mira da Polícia Federal, que descobriu desvio de recursos dos cofres da Municipalidade. A atividade ilícita foi descoberta pela Operação Esquema Novo, que objetiva combater esse tipo de crime. Pelo que foi inicialmente apurado e já consta no inquérito policial, os fraudadores – contando com apoio das empresas – se apoderavam de parte dos valores contratados para execução de obras. O dinheiro era depositado diretamente na conta dos servidores do município. A  Polícia Federal apura também o envolvimento de outras pessoas e empresas.

Além de Rio Branco, outros municípios também estão na mira dessa operação da PF, que conta com apoio do Ministério Público Estadual. A suspeita é de que esse tipo de crime venha sendo praticado há tempos por vários gestores daquela região.

DESCOBERTA

No decorrer da fase investigatória, baseando-se em normativas da Constituição, a PF levantou a autoria e materialidade dos crimes de responsabilidade dos prefeitos, com base em normativas da Constituição Federal. Várias instituições continuam na mira da PF, que cumpre mandados judiciais na prefeitura do município de Rio Branco.

Também se encontram na mira da PF pessoas físicas e jurídicas com envolvimento no caso. Foi ainda apurado que, para facilitar o rombo dos cofres públicos da Prefeitura de Rio Branco, mais da metade dos valores eram repassados pela empresa contratada para essas contas.

Na ação desencadeada hoje (15), a PF está levantando mais provas e apreendendo valores e bens decorrentes da prática criminosa, para proceder ressarcimento aos cofres da prefeitura.

 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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