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Segurança Pública aumenta efetivo de militares e civis nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande

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Por dia, 177 servidores da Segurança Pública e mais de 40 viaturas vão fiscalizar as ruas da região metropolitana

A fase integrada da Operação Dispersão IV que teve início na noite desta quinta-feira (11.03), aumentará o efetivo de policiais civis, militares e bombeiros nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande. Por dia, 177 servidores da Segurança Pública e mais de 40 viaturas vão fiscalizar as ruas da região metropolitana.

A iniciativa se deve ao cumprimento das medidas estabelecidas pelo Governo do Estado por meio dos decretos 836 e 837/2021, que restringe a circulação de pessoas e do funcionamento do comércio no período noturno para evitar a proliferação do Covid-19.

Para a operação pode ser esperado o endurecimento das ações repressivas, com o fechamento de estabelecimentos, a aplicação de multas e até mesmo a prisão de pessoas que não cumprirem as medidas de restrição estabelecidas pelo Governo do Estado. No entanto, o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, lembrou que o maior objetivo da operação é outro.

“O decreto do Governo do Estado jamais seria editado se não fosse para salvar vidas. Essa operação é para evitar que mais pessoas se internem em hospitais e que mais pessoas morram de Covid-19. Em homenagem a essas pessoas que estão internadas e àquelas que já se foram estamos trabalhando para que esse número não aumente mais”, destacou Bustamante.

A operação também contará com 13 pontos estratégicos de bloqueios para uma maior fiscalização de veículos que estejam circulando entre os horários proibitivos, além da realização de operações da Lei Seca, como a que ocorreu na noite desta quinta-feira e autuou um total de 25 motoristas.

“O momento de adaptação da sociedade com o decreto já passou e nós entendemos que as pessoas que não o cumprirem sentirão a força da lei. Hoje quem não está cumprindo o decreto são as pessoas que estão disseminando o Covid e estamos nas ruas para impedi-las”, lembrou o secretário da Sesp-MT.

A Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) que está nas ruas desde o primeiro dia do decreto (03.03) já dispersou até a madrugada desta quinta-feira 1.872 aglomerações em todo o estado, realizando 182 detenções, além de mais de 23 mil pessoas orientadas sobre o novo decreto. Em todo o estado, mais de mil policiais militares estão nas ruas.

“A Polícia Militar já está nas ruas desde o ano passado. Além do cumprimento do decreto mais restritivo, estamos nas ruas para salvaguardar vidas controlando os índices criminais e combatendo o crime. Vale ressaltar que os policiais que estão atuando na Operação Dispersão IV não geram prejuízos ao policiamento já existente”, disse o comandante geral da PMMT, coronel PM Jonildo José de Assis.

Julia Oviedo – Sesp-MT

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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