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Vereadores derrubam veto e radares móveis devem ser proibidos em Várzea Grande

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Os vereadores por Várzea Grande derrubaram o veto à Lei Municipal n° 4677/2020, que dispõe sobre a proibição de fiscalização por meio de radares móveis no município. A lei voltará ao Poder Executivo. Caso não seja sancionada, pode ser promulgada pelo presidente do Legislativo, o vereador Fábio José Tardin – Fabinho (DEM). Conforme o presidente, existe uma série de contratempos relacionados a esse tipo de sistema, que a seu ver, impõe penalidades injustas aos condutores de veículos, em geral.

“O ideal seria que deixassem somente os radares fixos, retirando os móveis, que fazem par exitoso com faixas de pedestres, redutores, elevados, além de outros dispositivos normalmente utilizados no segmento de trânsito. No caso específico dos radares móveis, já sou de opinião que infligir mais encargos à população é desumano. Afinal, estamos todos à mercê de uma pandemia impiedosa, com nervos à flor da pele, vivenciando uma situação econômica instável. Refiro-me a Várzea Grande, a Mato Grosso e ao Brasil inteiro. Enfim, os radares móveis significam, na concepção geral, não apenas no meu olhar parlamentar e de cidadão várzea-grandense, um aliado fiel da “indústria da multa”.

Ainda na observação de Fabinho, o motorista vem sendo penalizado de forma traiçoeira por radares móveis em Várzea Grande, cujos operadores ficam escondidos em locais praticamente “invisíveis”. “Muitos só tomam conhecimento das multas quando recebem as notificações. Nunca imaginariam que alguém pudesse multá-los nos lugares por onde passou. Isso acontece quando as equipes, encarregadas de desencadear multas surpresas, montam campana para flagrar condutores desatentos. Não se trata de estratégia de trabalho no trânsito: são armadilhas que estrangulam orçamentos domésticos”.

*A aprovação do projeto aconteceu no dia 15 de dezembro de 2020, porém foi vetada pelo Poder Executivo na época. A lei que proíbe fiscalização por radares móveis é de autoria do vereador Rogério França Martins – Rogerinho da Dakar (PSDB) 

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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