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Comemoração do título do Palmeiras termina em confusão com PM

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Tangará da Serra – Reunidos para comemorar o título de campeão do Palmeiras, que venceu o Grêmio pela Copa Brasil, várias pessoas se recusaram ontem (7)  obedecer o toque de recolher na cidade (240 km de Cuiabá). A aglomeração de torcedores gerou grande tumulto na área central após às 23h, horário que extrapola em muito a normativa oficial baixada pelo governo estadual, determinação que tem sido acatada pela maioria dos municípios do Estado.

Acionada, a Polícia Militar abordou os torcedores para explicar que infringiam as regras em vigor por conta da pandemia, mas muitos protestaram à abordagem, recusando-se a deixar o local. Exaltada, conforme vídeo que circula na internet, uma das torcedoras chegou a atingir um dos componentes da guarnição com bofetada. Essa aglomeração foi verificada em vários pontos simultâneos de Tangará da Serra, não somente na praça principal da cidade.

Para piorar, nenhum dos torcedores usava máscara durante a comemoração. Em dado momento da abordagem,  houve explícita zombaria quando os PMs alertaram também sobre o perigo de tal desobediência. Um dos líderes da manifestação festiva foi preso após insultar abertamente os policiais.

O comando da Polícia Militar de Mato Grosso lamentou a ocorrência desse episódio, salientando que Mato Grosso, o Brasil e o mundo passam por momentos de extrema gravidade. O correto – acentuam as autoridades – é de que todos acatem criteriosamente as instruções das autoridades para tentar debelar o avanço do novo coronavírus.

Foto: PM/MT

 

 

 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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