Mato Grosso
Roubo de gado: Delegado de Poconé não descarta formação de “Teia Criminosa” com integrantes presos de Jangada
Mato Grosso
Da Redação.
Mesmo com a polícia fazendo a parte dela, prendendo vários integrantes de quadrilha de roubo de gado, as ações dos bandido estão cada vez mais intensificadas, com registros de trabalhadores da zona rural, sendo vítimas dessas atrocidades, que na sua maioria é marcada por muita violência e humilhação.
Desde o ano passado, quando uma operação conjunta realizada na cidade de Jangada, localizada na região do Vale do Rio Cuiabá, denominada de Operação “Mahyas”, prendeu Edson Joel de Almeida Meira, pai do atual prefeito da cidade, Rogerinho Meira, juntamente com seu tio, Paulo Vilela Meira, que uma série de prisões estão ocorrendo no estado.

Foto: jangadamt
De acordo com dados das investigações, até o ano passado, a quadrilha presa em Jangada, já teria movimentado mais de R$ 3 milhões, com o roubo de mais de 2 mil cabeças de gado.
Só na Operação “Mahyas”, cerca de 20 pessoas foram presas, após as investigações pelos crimes de furtos, roubos e receptação de gado, entre eles, os já conhecidos pela Polícia, Edson Joel de Almeida Meira e Paulo Vilela Meira.

“Relatos das vítimas apontam para ações covardes do bandidos, que invadem as propriedades fortemente armados, com requinte de crueldade e terrorismo, sequestro, cárcere privado, humilhando os trabalhadores”.
O delegado titular da cidade de Poconé, município localizado a cerca de 100km de Cuiabá, Maurício Maciel não descartou a formação de uma “teia”, de uma “ramificação” do grupo preso na cidade nesta semana, na “Operação Boi Bravo” com os indivíduos que foram presos no ano passado, em Jangada.

Foto: Assessoria
Para o delegado Maurício, a semelhança nas ações das práticas ilícitas dos roubos de gado, caracterizam a formação de um grupo, “ainda é muito cedo para falar, mas não é uma hipótese descartada”, ressaltou o delegado.
A incidência de roubo de gado, principalmente nas cidade que compões o Vale do Rio Cuiabá, vem incomodando muitos produtores, tanto pelos prejuízos financeiros, quanto pelo emocional, já que na maioria dos casos, as vítimas relatam momentos de terror, nas mãos dos ladrões.

Foto: Poconet noticia
Para combater tal atrocidade, os produtores estão reivindicando a formação de uma “Força Tarefa”, composta pelas Polícias Civil e Militar, apoiada pelos agente públicos dos municípios mais afetados, como Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Acorizal, Várzea Grande, Rosário Oeste, Cuiabá, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço, para tirar o bandidos de circulação e punir os culpados.
Foto: matogrossomais
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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