Mato Grosso
Suposta ameaça faz vereador de Sapezal parar na Delegacia de Policia
Mato Grosso
Da Redação
A cidade de Sapezal, localizada a cerca de 500km de Cuiabá, ficou estarrecida com a acusação de que o representante do povo, vereador Antônio Rodrigues foi encaminhado para a Polícia Militar (PM), após supostamente ter feito ameaças contra sua esposa, na tarde do último domingo (07).
De acordo com informações de populares, a esposa do vereador foi até a Companhia de Polícia Militar de Sapezal aos prantos, relatando que está sendo agredida verbalmente, constante, e que sofreu ameaças, por isso, ela estaria com medo de retornar para sua casa.
“Dados nacional apontam que centenas e até milhares de mulheres são mortas, todos os anos no Brasil, desse total, cerca de 90% foram vítimas pelo companheiro ou ex-companheiros”.
Ainda segundo relatos de testemunhas, que pediram para não serem identificadas, temendo represália, em dezembro de 2020, o recém eleito vereador, já teria agredido a vítima fisicamente na frente da filha.
“Feminicídios aumentam 68% nos primeiros seis meses de 2020 em MT”.
Na ocasião, os policiais teriam se deslocado até ao endereço da residência do vereador em questão, que foi conduzido até a Delegacia, onde um Boletim de Ocorrência foi confeccionado.
A vítima e esposa do vereador teria retirado as acusações, e após ser ouvido, o referido vereador foi liberado.
“Reincidência em crimes pode ser uma tragédia anunciada”?
Para muitas pessoas, crimes relacionados a “Lei Maria da Penha” não podem passar despercebidos, já que são crimes graves, o que piora nesta situação, já que se trata de um representante do povo, um vereador como suspeito.
“Notícias de mulheres assassinadas fazem parte do cotidiano social”.
Uma equipe de reportagem local, entrou em contato com o vereador, que confirmou que esteve na PM, porém, segundo ele, foi até o local para prestar depoimento, e não quis entrar em detalhes.

Foto: jornal de brasília
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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