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Recuperação econômica de Mato Grosso é um grande desafio, afirma Max Russi

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Da Redação.

Reeleito primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (1), o deputado Max Russi (PSB) afirmou que prioridade da Casa de Leis continuará sendo a contenção de gastos, visando a recuperação econômica do estado. Somente em 2020, período pandêmico em Mato Grosso, a Casa conseguiu economizar e devolver aos cofres públicos, cerca de R$ 80 milhões oriundos do duodécimo que é repassado mensalmente, como prevê a constituição Federal, em que trata do repasse aos poderes. O duodécimo anual de 2020 foi de R$ 548 milhões. 

“A gente tem feito um trabalho sério de valorização dos recursos públicos, administrando da melhor maneira possível. E, isso tem feito com que a gente consiga economizar recursos e esses recursos serem devolvidos ao Poder Executivo para o desenvolvimento de políticas públicas, a exemplo de 2020 que economizamos quase R$ 100 milhões. A Assembleia não pode desenvolver uma política pública direta, não é essa a função do parlamento. No entanto, quando existe recurso, ela (Casa de Leis), faz a devolução aos cofres públicos”, salientou o ordenador de despesas do Legislativo Estadual.

Russi é o responsável direto pela ordenação de despesas do Legislativo, que no passado foi o braço direito do governo do estado no enfrentamento da Covid-19. A economia promovida pela Assembleia resultou na construção de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, para dar suporte aos pacientes contaminados pelo novo coronavírus, compra de equipamentos e insumos utilizados no combate ao vírus, além de investimento na Segurança Pública, através da aquisição de armamentos.

“Nossa administração é pautada pela austeridade. Conseguimos economizar nos gastos com diárias, que chegou a 100%, locações de ônibus e vans, redução de hora/voo, inclusive combustível. Devido a redução da carga horária de trabalho, é possível também evitar maiores gastos com a geração de energia, por exemplo. Outro grande desafio encarado por nós, parlamentares, é encontrar soluções para que o estado retome a geração de emprego e renda, que também sofreu impacto alarmante devido a pandemia”, observou o parlamentar.

A Mesa diretora biênio 2021-2022 é composta pelos seguintes deputados: Eduardo Botelho (DEM) – presidente, deputada Janaína Riva (MDB) – vice-presidente, Max Russi (PSB) – primeiro-secretário, Wilson Santos (PSDB) – 2º vice-presidente, Valdir Barranco (PT) – 2º secretário, Delegado Claudinei (PSL) – 3º secretário e Paulo Araújo (Progressistas) – 4º secretário.

Vacina – Na semana passada, o deputado Max Russi afirmou que o Parlamento irá investir R$ 50 milhões para aquisição de vacinas no combate à Covid-19. A ideia é imunizar o maior número de pessoas possível. Esse montante, conforme Russi é proveniente de economias que serão geradas e a devolução de parte do duodécimo que é repassado ao Poder Legislativo de Mato Grosso.

Sessão – Os 24 deputados retomam as atividades parlamentares nesta terça-feira (2), após o fim do recesso, previsto no Regimento Interno da Casa de Leis. A abertura dos trabalhos contará com a presença do governador Mauro Mendes (DEM), que participou da solenidade de posse, hoje, por meio de vídeo. Vale lembrar que, no mês de janeiro, diversas sessões extraordinárias foram realizadas a fim de discutir mensagens do governo, além de pontos específicos como a taxação dos aposentados. 

Foto: Fablício Rodrigues

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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