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Polícia investiga casal acusado de comprar bebê de 6 meses em Cuiabá

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Da Redação

Um casal, nomes mantidos em sigilo, foi denunciado na Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) por comprar ilegalmente um bebê de 6 meses, no bairro 1º de Março, em Cuiabá.

A denúncia anônima chegou até à Polícia Civil por meio da ouvidoria da corporação, que repassou para a delegacia especializada.O comunicante informou para os policiais que o bebê nasceu no mês de junho, mas só tinha o registro da mãe na certidão de nascimento, pois, o pai biológico aguardava o teste de DNA.

Segundo a Deddica, a mãe biológica da criança conheceu o casal investigado através de uma amiga em comum. Após conhecer a mulher, o homem investigado foi até ao cartório e registrou o menino em seu nome. Ele tentou colocar o nome da sua esposa no documento, mas não foi autorizado pelo cartório.

Após a denúncia, os policiais da Delegacia foram até a quitinete onde o casal investigado mora, no Bairro 1º de Março. Na residência, os agentes encontraram o bebê trancado, em um local insalubre.

Em um primeiro momento, o homem afirmou ser o pai da criança e não soube explicar aos policiais onde estava a mãe biológica do menino. Após um tempo, ele confessou ser padrinho do menino e teria registrado, pois, queria cuidar dele.

Os policiais ficaram ainda mais desconfiados da história, quando o homem disse conhecer a mãe biológica da criança há apenas dois meses.

O Conselho Tutelar foi acionado no local e foi aberto um inquérito policial pela Deddica, que vai investigar o caso. Não informação sobre a aguarda da criança durante o período de investigação. O processo corre em segredo de justiça por se tratar de menor de idade.

Agora os investigadores apuram detalhes do caso para punir os responsáveis.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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