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Ex-modelo é encontrado morto dentro de apartamento em Cuiabá

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Da Redação

O jovem Jonathan Trèss, de 29 anos, filho do badalado cabeleireiro Erasmo Trèss, foi encontrado morto, com um tiro no peito que atingiu o coração, já em avançado estado de decomposição, durante a noite dessa quarta-feira (06), no apartamento da família, no bairro Verdão, em Cuiabá. Uma equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atestou a morte do rapaz.

A Polícia Militar (PM) foi acionada por uma mulher que trabalha na residência, após a testemunha sentir um “cheiro forte de putrefação”.

Os militares fizeram contato com Erasmo, que autorizou o arrombamento da porta, quando o cadáver foi encontrado.

Os policiais comunicaram o fato à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos no andamento da ocorrência.

Os peritos analisaram as condições em que o corpo foi encontrado, que devido ao estado de decomposição, a vítima pode ter morrido há cerca de cinco dias. Periciaram ainda todo o local, onde apreenderam uma pistola calibre.380 e uma cápsula deflagrada dentro do cômodo.

Em seguida, o cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia, que vai determinar a causa clínica da morte.

Os investigadores da DHPP acompanharam todo o trabalho da perícia, coletaram informações preliminares e trabalham com a hipótese inicial de que o rapaz tenha tirado a própria vida. Laudo da Politec, que será emitido nos próximos dias, dará base às investigações da DHPP.

Segundo informações não oficiais, Jonathan, que sofria de depressão, foi modelo em São Paulo há alguns anos, no entanto, teria voltado para Cuiabá, onde morava com a família e fazia faculdade de Filosofia.

O avô do rapaz teria morrido no Sul no dia 22 de dezembro, no entanto, a família não conseguiu viajar para participar do sepultamento. No dia 24, Erasmo viajou para passar o fim de ano com a mãe e estava lá desde então. Jonathan estava em Cuiabá. 

Desde a última terça-feira (05), a família no Sul tentava contato com o rapaz, porém, sem resposta pediu para a funcionária ir à residência, mas a porta da casa estava trancada.

Devido ao cheiro de putrefação que saía do apartamento, a testemunha acionou a PM e o corpo foi encontrado.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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