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“Só peço a Deus que esse ano acabe logo”, diz irmã de jornalista assassinado

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Da Redação

“Só peço a Deus que esse ano acabe logo”. A declaração é da irmã do jornalista Ediney Menezes, que foi executado com três tiros na cabeça, no centro de Peixoto de Azevedo ( 672 km de Cuiabá), no dia 15 de novembro. Este é o primeiro ano novo que a família não vai estar reunida, após a morte de dois irmãos.

De acordo com Maria do Socorro Menezes, além do jornalista, o outro irmão Luís Carlos Menezes também foi executado com 12 tiros no dia 28 de janeiro deste ano. Segundo o relato dos familiares, Ediney era focado no seu trabalho e não estava envolvido com ilícitos.

“Esse final de ano não estamos só sem ele, estamos sem meu outro irmão e  sem minha avó. O Edney  era todo certinho não gostava de coisas erradas, vivia do trabalho dele. Só peço a Deus que esse ano acabe logo”, lamentou.

Ediney é o terceiro irmão que morreu na família. Kleiton Menezes faleceu durante um acidente de trânsito na BR-163 em 2000. Maria contou que por conta das mortes, a família ainda não tem previsão se deverá reunir-se no dia 25 de dezembro. 

“Esse ano nós agradecemos a Deus por estarmos vivos, mas não temos planos para o final de ano. Até agora não sabemos o motivo da morte dele”, disse.

Morte de jornalista

O delegado Edmundo Félix de Barros Filho, responsável pelo caso, afirmou que os três criminosos que foram presos suspeitos de terem envolvimento na morte do jornalista não informaram a motivação do crime e permaneceram em silêncio durante o interrogatório.

Entretanto, uma testemunha que foi ouvida pela Polícia Civil afirmou que uma das hipóteses da motivação do crime seria um desentendimento entre Ediney e os suspeitos. O jornalista teria ameaçado os criminosos com uma arma de fogo, no entanto a versão ainda está sendo investigada.

Socorro contou que o jornalista havia comentado com ela que algumas pessoas estariam atrás dele fazendo ameaças, no entanto Ediney não informou os nomes.

O crime

Ediney foi morto após dois homens em uma motocicleta se aproximarem e efetuarem diversos disparos contra ele. A vítima havia estacionado o carro na esquina de uma rua e foi atingido com três tiros na cabeça.

A execução foi gravada por um circuito de segurança. Nas imagens é possível ver o momento em que a vítima se aproxima de um entroncamento de duas avenidas, quando a dupla em uma moto para ao lado do veículo e um deles efetua vários disparos contra Ediney.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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