Mato Grosso
Casos de feminicídio aumentam 42% em 2020 em Mato Grosso
Mato Grosso
Da Redação
De janeiro a novembro de 2020, Mato Grosso registrou aumento de 42% nos casos de feminicídio em comparação com o mesmo período de 2019. Os dados são da Superintendência do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
Entre janeiro e novembro de 2020 ocorreram 54 casos de feminicídio, enquanto no mesmo período de 2019 houve 38 registros, o que representa 42% de aumento. O feminicídio é um qualificador do crime de homicídio quando é motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero.
De acordo com o estudo, os casos de homicídio doloso envolvendo vítimas femininas de todas as idades registrou redução de 16%.
As principais ocorrências envolvendo vítimas femininas de 18 a 59 anos de idade nos 11 meses do ano reduziram. O crime de ameaça continua sendo o mais registrado, porém apresentou queda de 13%, com 16.505 casos este ano e 18.892 em 2019. A mesma redução foi registrada para lesão corporal: 8%, sendo que 8.783 casos ocorreram este ano em relação a 9.522 casos no mesmo período do ano anterior.
Os crimes de assédio sexual, maus tratos e injúria também tiveram, respectivamente, as seguintes reduções: – 22% (de 212 para 165); – 9% (de 78 para 71); e -17% (de 5.655 para 4.677). A tentativa de homicídio também reduziu. Foram 265 casos em 2019 e 227 em 2020 (-14%).
Região metropolitana
Os registros envolvendo vítimas femininas de 18 a 59 anos de idade também apresentaram redução em Cuiabá e Várzea Grande.
Na capital os casos de ameaça, lesão corporal e assédio sexual tiveram uma redução significativa de 13%, 7% e 38%, respectivamente. Os crimes de injúria e importunação sexual apresentaram uma queda de 13% e 12% nos registros.
Em Várzea Grande, algumas reduções ocorreram nos crimes de ameaça (-16%), assédio sexual (-32%), estupro (-9%) e maus tratos (57%). A importunação sexual passou de 14 casos, no ano passado, para 15, este ano.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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