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União do Sul comemora 25 anos com ações do Governo do Estado em infraestrutura e saúde

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Da Redação

União do Sul, na região Centro-Norte mato-grossense, 3.490 habitantes distribuídos em 4.581 km², distante 650 quilômetros de Cuiabá, comemora 25 anos de emancipação administrativa nesta segunda-feira (21), com ações do Governo do Estado em infraestrutura, cujos investimentos chegam a R$ 19,5 milhões.

Por meio da Sinfra/MT (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), foi dada ordem de serviço para o início da pavimentação de 28,4 quilômetros da MT-423, ligando o município a Cláudia, no trecho entre o fim do asfalto, em União do Sul e o Rio Tartaruga.

Com este último trecho, os dois municípios (União do Sul e Cláudia) passam a ser definitivamente interligados por asfalto. Serão investidos R$ 19,5 milhões.

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) enviou ao município 300 testes rápidos para detecção do coronavírus e medicamentos para combatê-lo, num total de 12.901 comprimidos, entre azitromicina (1.586), ivermectina (1.269) e dipirona (10.046), também distribuído em gotas, com 247 frascos.                     

Entre janeiro e setembro deste ano, o Governo do Estado repassou R$ 5,42 milhões aos cofres municipais em ICMS, IPVA e Fethab, além de R$ 1,83 milhão em assistência social, transporte escolar, convênios na área de saúde e emendas parlamentares entre 2019 e julho de 2020.

Economia

Agropecuária, com R$ 79,17 milhões, é o principal componente do Produto Interno Bruto (PIB) municipal de R$ 155,58 milhões, em 2018, segundo o IBGE. É seguido por serviços (27,09 milhões), administração pública (R$ 25,13 milhões), indústria (R$ 14,34 milhões) e impostos (R$ 9,82 milhões).  O PIB per capita é R$ 43.678,43.

Em toneladas, a produção de milho (212,1 mil), soja (195,8 mil), algodão (18,1 mil) e arroz (16,5mil), avaliada em R$ 302,32 pelo IBGE em 2019, responde por 98,5% do valor de toda a produção agrícola municipal, apesar da diversificação.

A agricultora  união-sulense produz ainda abacaxi, banana, borracha, coco-da-baía, mandioca, melancia e melão. No ranking estadual, figura como sétimo produtor de arroz, oitavo em coco-da-baía, com 300 mil frutos, e décimo em borracha, com 504 toneladas.   

Na pecuária, em 2019, produziu 26 toneladas de peixes e duas e meia de mel; e contava com um rebanho bovino de 37 mil cabeças, com 335 vacas ordenhadas, com produção de 470 mil litros de leite. O rebanho galináceo contava com 8,9 mil cabeças, com 4,4 mil galinhas, com 37 mil dúzias de ovos, além de 1.978 ovinos e 1.810 suínos.

Histórico

Em 1982, foi lançado o projeto de colonização, que originou União do Sul. Tencionavam cultivar seringais. O primeiro nome foi Vila União, com famílias catarinenses, paranaenses e gaúchas.

O nome atual, escolhido em 1986, dizem, durante um churrasco acompanhado de cerveja, é uma referência ao espírito agregador (união) da comunidade e à origem de seus pioneiros (sul do país). Daí, União do Sul.

É elevado, simultaneamente, a distrito e município, com a denominação atual, pela Lei Estadual 6.701, de 21/12/1995, desmembrado dos municípios de Cláudia, Marcelândia e Santa Carmem.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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