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Polícia investiga se enfermeiro foi induzido a tirar a própria vida

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Da Redação

O técnico de enfermagem Bruno Dancinguer Barbosa, de 24 anos, teria conversado com uma colega sobre tirar a própria vida antes de ser encontrado morto na sala de descanso do Hospital São Luiz, em Cáceres, na manhã desta quarta-feira (16). De acordo com informação do delegado responsável pelo caso, Miguel Macário, o local não apresentava sinais de luta corporal e que o líquido que o matou foi injetado com o auxílio de ‘equipo descarpak’ (equipamento que fica fixo no braço do paciente para conectar ao soro).

Ainda não foi identificado qual medicamento ele teria tomado. O resultado deve sair somente após o fim da perícia da Politec.

Os colegas de trabalho de Bruno ainda serão ouvidos pelo delegado responsável. De acordo com Macário, a vítima não tinha sinais de que teria sido imobilizada por uma terceira pessoa.

“Eu descartaria uma morte causada por uma pessoa, um homicídio. A gente trabalha com essa hipótese de suicídio. Me parece que alguém conversou com ele antes, ele tinha comentado alguma coisa sobre suicídio”, disse. O delegado investiga também se ele foi induzido ao ato.

O Hospital São Luiz afirmou que também vai abrir uma investigação interna para investigar a morte de Bruno, mas que não vai se manifestar sobre o caso.

Leia a nota na íntegra:   

NOTA À IMPRENSA

Com pesar, a direção do Hospital São Luiz informa que um técnico de Enfermagem foi encontrado desacordado, com ausência de sinais vitais, na manhã desta quarta-feira, 16/12. O colaborador estava na sala de repouso destinada aos profissionais do hospital.

As autoridades policiais foram imediatamente informadas sobre o caso, que seguirá para a devida investigação sobre as circunstâncias da morte do profissional.

A unidade também abrirá uma sindicância interna para apuração dos fatos. Até a conclusão das investigações, o hospital apoiará integralmente as autoridades e não se manifestará sobre o caso.

O Hospital São Luiz lamenta a morte do colaborador e se solidariza com a perda da família e de seus colegas de trabalho. A unidade também está prestando assistência à família neste momento.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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