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Reeducandos do CCC reformam bicicletas que serão doadas a crianças carentes

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Da Redação

Os reeducandos do Centro de Custódia da Capital (CCC) estão finalizando a reforma de 20 bicicletas que foram doadas pela Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG). Após a conclusão dos trabalhos, as bicicletas serão entregues a crianças em situação de vulnerabilidade social.

As bicicletas estavam deterioradas pela ação do tempo e também ação humana, por isso, os três recuperandos envolvidos na atividade estão fazendo a substituição de todas as peças, incluindo freios, bancos e correntes, além de engraxar, lixar e pintar.

“Nós recebemos 30 bicicletas, mas algumas não conseguimos reformar, porque estavam muito danificadas e o custo seria muito alto, mas as 20 que pretendemos entregar ficarão quase novas, pois o trabalho está sendo feito com muito esmero pelos reeducandos”, explica o diretor do CCC, Ewerton Santana.

Ele ressalta ainda que a intenção é propiciar um Natal mais alegre a crianças e adolescentes que sonham em ter uma bicicleta, mas não têm condição financeira de comprar. “Estamos alinhando a quem serão destinadas, mas sem dúvida receberão aquelas que mais precisam”, acrescenta o diretor.

Parte dos recursos utilizados na compra de peças e materiais para a reforma foram doados pela Aspen – Associação dos Servidores do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) e por servidores do CCC. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) também foi parceira, ao mediar o contato com a Derf-VG para a doação das bicicletas.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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