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Jovem diz que homem que foi espancado em vídeo não apanhou de graça

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Mato Grosso

Da Redação

Um homem é humilhado e espancado por outro em uma oficina localizada no município de Tangará da Serra (186 quilômetros de Cuiabá). O motivo das agressões seria o atraso no pagamento de aluguel que estaria atrasado há alguns meses. 

De acordo com informações, a agressão aconteceu na quinta-feira (3), mas só chegou até a polícia no sábado (5), após a gravação viralizar nas redes sociais. A cena foi filmada por outra pessoa, que também fazia ameaças enquanto gravava.

No novo vídeo em que Gustavo Henrique Albanez se retrata, ele começa se identificando e confirmando que é o jovem que aparece nas imagens agredindo o trabalhador. Depois disso, fala sobre o motivo da agressão.

“Realmente foi por causa de dinheiro. O rapaz da filmagem, que foi prejudicado, não apanhou de graça, isso todo mundo sabe. Ele apanhou porque fez alguma coisa”, afirma no vídeo.

Em seguida, Gustavo admite que errou e pede desculpa.

“Nada justifica ter feito o que eu fiz, ainda mais ter gravado. Ele (a vítima) não reagiu, mas não foi porque tinha pessoas armadas, nem nada. Ele pode comprovar isso. Não tinha ninguém armado, não tinha um monte de gente, foi apenas eu e ele. E ele não reagiu, porque sabe que estava errado. Mas eu não tenho como justificar um erro com outro”, diz em outro trecho da postagem.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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