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Avó encontra miss morta nos fundos de casa e ‘tenta salvar vítima’

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Mato Grosso

Da Redação

A ex-miss Água Boa, Andressa Kauara, de 27 anos, foi encontrada morta por enforcamento nos fundos de casa durante a madrugada desta quinta-feira (03) no bairro Operário, em Água Boa (730 km da Capital). O corpo foi encontrado pela avó da vítima, uma senhora de 70 anos.

A Polícia Militar (PM) foi acionada, fez o isolamento do local e comunicou o fato à Polícia Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Segundo informações da avó, Andressa teria saído de casa às 19h de quarta-feira (02) dizendo que ‘iria comer um lanche com um amigo’. No entanto, voltou à residência por volta das 03h desta quinta-feira, quando conversou com a testemunha e teria afirmado que estava tudo bem.

Ainda segundo o depoimento, cerca de 30 minutos após a conversa, a senhora levantou e foi ver a neta, quando andando pela casa encontrou Andressa enforcada no quintal dos fundos.

Desesperada, a testemunha disse que correu para soltar a neta, mas percebeu que ‘já era tarde demais’ e Andressa já não tinha os sinais vitais. Momento em que começou a gritar, pedir socorro para os vizinhos e acionou a PM.

De acordo com a testemunha, a neta não dava indícios de que poderia cometer tal ato. A polícia ainda deve ouvir o amigo que teria saído com a miss na noite anterior e outras pessoas.

No local, os peritos analisaram as condições em que o corpo foi encontrado e ainda periciaram a residência para coletar evidências que indiquem a sequência dos fatos. Em seguida, o cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia, que deve comprovar a morte por asfixia mecânica.

Os investigadores acompanharam todo o trabalho da perícia, coletaram informações preliminares, conversaram com a avó de Andressa, vizinhos e agora aguardam laudo técnito que dará base às investigações e conclusão do caso.

Andressa morava com a avó e foi miss Água Boa no ano de 2010, aos 17 anos de idade.

Peça ajuda

O CVV (Centro de Valorização da Vida) tem realizado em Cuiabá, todas as quintas-feiras, reuniões com sobreviventes ao suicídio e seus familiares. Assim como parentes de pessoas que se mataram.

Também passaram a serem gratuitas as ligações feitas ao número 188. Canal de atendimento 24 horas.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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