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Secretário de Sinop é preso em flagrante por furto de materiais de concessionária

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Da Redação

Secretário de governo de Sinop, a 503 km de Cuiabá, Jaime Dalastra, foi preso na terça-feira (1º) suspeito de furtar material que pertence à concessionária que administra a BR-163. No entanto, ele foi solto na madrugada desta quarta-feira (2), menos de 24 horas depois da prisão.

O material é usado para fazer manutenção de estradas de terra e teria sido levado para uma fazenda em Santa Carmem, que pertence a prefeita de Sinop, Rosana Martinelli.

A polícia ainda não confirma participação da prefeita no crime. Rosana está em viagem com o marido que está internado em estado grave em um hospital em São Paulo.

Segundo o delegado Pablo Carneiro, que cuida do caso, quando a prefeita retornar, será convidada a se apresentar na delegacia para prestar esclarecimentos e aí a investigação vai definir que decisão será tomada a respeito dela. A concessionária que administra a BR-163 comunicou à Polícia Rodoviária Federal que estava havendo furto do material que estava às margens da rodovia.

Quando chegou ao local, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) constatou a presença de caminhões e pás-carregadeiras que faziam a retirada do material.

Os motoristas dos veículos foram levados para a delegacia e confirmaram à polícia que estavam transportando o material para a fazenda da prefeita.

Esses motoristas estavam com um ofício, assinado pelo secretário, que solicitava doação do resíduo para a utilização em estradas vicinais de Sinop.

Porém, um representante da empresa informou à PRF que desconhecia esse documento e que não havia autorização pra retirada.

Segundo o delegado, mesmo que houvesse autorização, o material não poderia ser levado a propriedade, o que configura o crime de furto.O secretário de Governo se apresentou na delegacia e foi preso.

A prefeitura de Sinop informou que se trata de um fato particular, sendo acompanhado por um advogado particular em relação à declaração do delegado relacionando o caso à prefeitura municipal, será realizada coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (2).

A concessionária que administra a rodovia informou que a prefeitura protocolou um pedido para uso do material em locais públicos em outubro deste ano, porém, não houve continuidade no processo administrativo porque a gestão pública deixou de encaminhar as informações solicitadas pela Rota do Oeste para formalizar o termo de doação.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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