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Parque Mãe Bonifácia é reaberto com blitz educativa e fiscalização reforçada

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Da Redação

O Parque Estadual Mãe Bonifácia foi reaberto nesse sábado (28.11) após ficar por quase 30 dias fechado devido a morte de 16 macacos. Hoje pela manhã a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou uma blitz educativa orientando os usuários sobre a proibição de alimentar os animais no local.  A Sema trabalha em parceria com o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e o 10º Batalhão da PM que reforça a fiscalização na Unidade de Conservação.  

O Mãe Bonifácia estará aberto entre às 06h e 17h com os protocolos de segurança mantidos, com regras para distanciamento social e uso de máscara. Ele permaneceu fechado para varreduras sanitárias e isolamento dos saguis desde o dia 30 de outubro. A orientação da Sema é que se evite entrar com qualquer tipo de alimento e que o usuário não deixe resíduos nas Unidades de Conservação.  

As campanhas educacionais realizadas pela Superintendência de Educação Ambiental da Sema reforçam que os animais silvestres dos parques estaduais não devem ser alimentados por conta própria. A alimentação inadequada é prejudicial aos bichos e traz riscos à população, gera desequilíbrio na cadeia alimentar e é proibido por lei. Os servidores espalharam cartazes informativos em pontos estratégicos do Mãe Bonifácia. 

Os saguis encontram no parque todos os alimentos que precisam, como insetos, brotos de flor, frutas silvestres e seiva, este último uma alternativa importante no período da seca. Os animais que vivem ali são monitorados por servidores que trabalham no local e só devem ser alimentados em necessidade extrema e comprovada, sempre por profissionais especializados.

Herpes Simplex causou as mortes

Uma infecção por Herpes Simplex foi a causa da morte dos saguis no Parque Mãe Bonifácia, comprovada por exames da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade de Brasília (UNB). O vírus é passado do homem para o macaco por meio de alimentos contaminados ou pelo contato direto. O humano pode transmitir a doença mesmo sem estar com manifestação clínica aparente.

Apesar da Herpes Simplex quase sempre causar sintomas brandos em humanos, é fatal para os macacos desenvolvendo um quadro severo inflamatório que pode afetar diversos órgãos, podendo causar lesão de pele e nas mucosas e atingir pulmão, coração, fígado e sistema nervoso central. A principal manifestação é neurológica.

Depois que um macaco do grupo é contaminado a tendência é que ele espalhe entre os agregados e a doença, por ser altamente fatal, pode fazer com que todos os membros de um bando morram. Com a possibilidade, inclusive, de contaminar outros grupos de primatas.

Proibido Alimentar Animais Nos Parques Estaduais

Os parques urbanos estaduais são Unidades de Conservação e possuem Plano de Manejo com regras específicas, como o não fornecimento de alimentos a animais de vida livre. Tal medida é necessária para não causar um desiquilibro na cadeia alimentar. Os macacos passam o dia em busca de comida e só param de andar em horários de sol mais quente e a noite, quando se recolhem, e com a alimentação inadequada podem deixar de procurar alimentos em seu habitat natural.

A legislação prevê multa de R$ 500 a R$ 10 mil reais para atividades ou condutas em desacordo com os objetivos da unidade de conservação, o seu plano de manejo e regulamentos específicos. A Polícia Militar Ambiental informou que irá endurecer a fiscalização, orientando os usuários e autuando as pessoas flagradas alimentando os animais. A população também pode denunciar as infrações.  

A infração pode ser agravada caso ocorra a morte de um animal de vida livre por alimentação inadequada na Unidade de Conservação. Neste caso, se o responsável for identificado, ele poderá ser detido e ter uma multa adicional de até R$5 mil reais por animal morto, de acordo com BPMPA.

Dar comida com objetivo de fazer com que estes animais se aproximem para tirar uma foto ou acariciar, ou mesmo pelo julgamento equivocado de que estão com fome, faz com que eles se acostumem e que esse vire um hábito inadequado, causando o risco, inclusive, de um ataque a um transeunte para se ter alimento, já que o animal associa a presença do ser humano a fonte de alimento fácil.

As gerencias dos parques estaduais estão abertas e quaisquer dúvidas sobre regras do parque e hábitos alimentares animais podem ser esclarecidas com os servidores que atuam no local.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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