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Governo de MT realiza o segundo maior leilão de rodovias do Brasil

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Da Redação.

O Governo de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (26.11), na sede da B3, a bolsa de valores oficial do Brasil, na cidade de São Paulo, o leilão de concessão de três lotes de rodovias estaduais, totalizando 512,2 quilômetros.  Este foi o segundo maior leilão de rodovias do Brasil, perdendo somente para o Governo de São Paulo, que concedeu 1.273 quilômetros de malha rodoviária.

Foram leiloados três lotes de rodovias: Lote 1, com 138,4 quilômetros da MT-220, no trecho entre Tabaporã e Sinop; o Lote 2, com 233,2 quilômetros, das rodovias MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480, nos trechos de Jangada a Itanorte; e o Lote 3, com 140,6 quilômetros da MT-130, entre Primavera do Leste e Paranatinga.

As concessões têm prazo de 30 anos e o critério de julgamento das vencedoras durante o leilão foi o de menor valor da tarifa de pedágio, tendo como critério de desempate o maior valor de outorga, cujo valor mínimo estabelecido em edital era de R$ 50 mil.

O Lote 1, entre Tabaporã e Sinop, teve como vencedor o Consórcio Via Norte Sul, que ofertou o menor valor de tarifa, de R$ 8,25.  Este consórcio disputou o lote com o consórcio Via Brasil MT-220, que perdeu por ofertar uma tarifa de R$ 8,30. O valor do contrato soma R$ 1,173 bilhão.

O Lote 2, entre Jangada a Itanorte, teve o consórcio Via Brasil MT-246 como vencedor, com uma oferta de tarifa de R$ 7,90. Este consórcio foi o único na disputa por este lote. O valor do contrato é de R$ 3,103 bilhões.

Já o Lote 3, entre Primavera do Leste e Paranatinga, foi o único lote em que houve disputa entre os consórcios participantes, Via Brasil MT-130 e Primavera MT-130. Ambos ofereceram o mesmo valor de tarifa, de R$ 7,90, e o desempate foi realizado com a oferta de maior valor de outorga pelos consórcios.

O consórcio Via Brasil MT-130 ofereceu R$ 50 mil de outorga; já o consórcio Primavera MT-130 ofertou R$ 1 milhão, sendo considerado o vencedor deste lote. Com a maior oferta da outorga, o ágio sobre a outorga mínima estabelecido em edital foi de 1.900%.

Ao todo, os contratos somam quase R$ 6 bilhões, com uma taxa de retorno de 9,2%. Os investimentos previstos para serem aplicados na melhoria dos três lotes das rodovias ao longo do prazo de concessão são da ordem de R$ 3,341 bilhões.

O resultado final do leilão dos três lotes foi homologado com a batida do martelo realizada pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, pelo secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

Para o governador Mauro Mendes, a concessão de mais esses lotes de rodovias assegura ao Estado novo fôlego para que possa realizar mais obras de pavimentação e, por meio de investimentos em infraestrutura rodoviária, proporcionar o desenvolvimento de Mato Grosso.

“Ficamos muito felizes, pois o grande objetivo almejado pelo estado de Mato Grosso é a transferência à iniciativa privada da manutenção desses lotes rodoviários de nosso estado. Está no eixo de nossa estratégia deste e dos próximos anos a construção de 2,14 mil quilômetros de rodovias pavimentadas e definitivamente o Estado não tem condições de continuar implementando investimentos na construção e, ao mesmo, alocar recurso também para a manutenção”, afirmou. 

Mauro Mendes ressaltou ainda que o Governo já está estudando realizar a concessão de novos lotes de rodovias e ampliar a malha rodoviária repassada à responsabilidade da iniciativa privada. Com a concessão realizada hoje e a posterior formalização dos contratos, o Governo de Mato Grosso somará 1.435,6 quilômetros de rodovias concedidas.

“Todos conhecem a importância que o Estado tem na logística e no mundo do agro, um estado com dimensões continentais. Somos hoje o maior PIB agrícola deste país, neste que é o maior setor em que o Brasil é um player competitivo ao redor do mundo. Isso cria grandes oportunidades em nosso estado”, garantiu.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, considerou excelente o resultado do leilão e considerou uma demonstração importante de como Mato Grosso está sendo bem visto pelo mercado investidor, como um estado pujante, com uma administração responsável e comprometida com o futuro de Mato Grosso.

“Mato Grosso mostrou ao Brasil que o mundo empresarial está olhando para o Estado. Os três lotes ofertados tiveram interessados e hoje nós temos menos 512,2 quilômetros de rodovias para fazer manutenção. Com isso, durante esses 30 anos de concessão, será garantida a qualidade da rodovia, do trânsito, geração emprego, renda, impostos e o Estado podendo investir mais em novas obras. Hoje foi uma demonstração inequívoca de que o Estado está consertado e está no caminho certo”, encerrou.

O representante do consórcio Via Brasil MT-246, Mário Marcondes, avaliou o leilão como positivo e um sucesso, apesar de o consórcio ter concorrido na disputa dos três lotes, mas ter vencido somente o Lote 2. O consórcio Via Brasil já é o responsável por duas concessões em Mato Grosso, das MT-320 e MT-208, em Alta Floresta, e da MT-100, em Alto Taquari.

“Nós viemos para esse leilão com uma estratégia bem definida, que era ganhar um lote. Já temos duas concessões em Mato Grosso. Vencemos e não houve a disputa que esperávamos, em razão de termos ido sozinho justamente no maior lote. Então, consideramos que estava de bom tamanho, dentro do nosso planejamento de investimento para 2021, e resolvemos recuar da disputa nos outros dois lotes. O Lote 2, que vencemos, é o maior lote. Ele sozinho é praticamente maior do que a soma dos dois lotes. Para Mato Grosso, foi importantíssimo esse leilão, principalmente nesses eixos que serão integrados com concessão”, avaliou.

Todo o processo de concessão foi conduzido pela Comissão Permanente de Licitação da Secretaria Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e assessorado pela B3. Já os estudos de modelagem técnica, econômico-financeira e jurídica referentes aos três lotes, bem como as respectivas minutas de edital e contrato, foram realizados pela Secretaria-adjunta de Logística e Concessões da Sinfra, junto ao Grupo Houer Concessões.

Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

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Aneel mantém bandeira tarifária verde em novembro

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Pelo segundo mês consecutivo, as contas de luz não terão cobrança de tarifa extra, informou nesta sexta-feira (30) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A manutenção da bandeira verde permanece em novembro devido às condições favoráveis de geração.

A bandeira tarifária verde voltou a vigorar em outubro, após cinco meses de bandeira amarela, que tem custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas traz equilíbrio nos reservatórios. Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado”, esclareceu a agência reguladora.

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

Os valores cobrados são os seguintes: 

  • na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; 
  • na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido. 
  • na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, e a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido. 



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