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Dois integrantes do Comando Vermelho são presos por matarem empresário

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Da Redação

Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriram na manhã desta segunda-feira (23), dois mandados de prisão contra dois homens suspeitos de participarem da morte do empresário do ramo de obras, Alexandre Alves Antunes, 42 anos, em 2018. Os detidos, segundo a Polícia Civil, pertencem à facção criminosa Comando Vermelho (CVMT).

Gilberto Leite / O Estado de Mato Grosso

As prisões foram coordenadas pelo delegado Fausto Freitas da Silva da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)

Um dos mandados foi cumprido em Cuiabá. Maycon José de Arruda, 21 anos, conhecido como “Branquinho”, é apontado como o autor dos tiros. Ele se encontra na sede da DHPP e deverá prestar depoimento.

O outro detido foi Luis Otávio Alves de Queiroz, de idade não revelada. O mandado foi cumprido na Penitenciária Central do Estado (PCE) onde ele cumpre pena por ter cometido outro crime. O delito, no entanto não foi informado.

De acordo com a DHPP, Luis auxiliou Maikon a executar a vítima. As informações sobre os detidos foram retiradas do site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Ambos deverão ser ouvidos pelo delegado Fausto Freitas da Silva. A autoridade policial é responsável pelas investigações e coordenou as prisões nesta manhã. As oitivas deverão ocorrer ainda nesta segunda-feira.

A dupla poderá responder pelo crime de homicídio qualificado.

A morte

O crime ocorreu no bairro Recanto das Siriemas, em Cuiabá, no dia 19 de fevereiro de 2018. A vítima foi encontrada em seu veículo, VW Voyage, baleado na cabeça.

A investigação apontou que Maycon, na companhia de Luis, colocou a vítima no porta-malas do próprio carro, possivelmente, para levar a algum lugar afastado e aguardar a ordem de execução da vítima por parte da ala superior da organização criminosa.

No entanto, a vítima conseguiu abrir o porta-malas e pulou do carro, sendo novamente capturada pela. Houve luta corporal dentro do veículo e a vítima terminou baleada na cabeça.

Alexandre chegou a ser socorrido e encaminhado ao antigo Pronto Socorro de Cuiabá (PSMC), localizado no bairro Bandeirantes. Porém, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no mesmo dia.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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