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Professor assedia menor: Você que é dessa cor tem que fazer comigo

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Da Redação

Um homem identificado como L.F.G.A., de 37 anos, foi preso na noite de quarta-feira (11) por importunação sexual e injúria racial contra uma adolescente de 15 anos. O professor, que faz “bico” como motorista de aplicativo, teria dito à menina, que estava com o filho de quatro meses no colo, que pelo fato dela ser negra, poderia ajudá-lo a apimentar relações sexuais e tirou o pênis para fora da calça.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela adolescente, ela estava no bairro Água Vermelha por volta das 20h com seu esposo, que acionou um motorista de aplicativo para levá-la para casa, que fica no bairro Jacarandá. A jovem embarcou no veículo com o filho e sentou-se no banco de trás.

Durante o caminho, o motorista começou a perguntar se ela tinha informações sobre como “apimentar” relações sexuais. A adolescente ficou assustada e disse que não. A importunação não parou por ai. O professor teria dito “você, com essa cor, deve saber muita coisa”.

No meio do trajeto, a vítima percebeu que ele desviou o caminho. Foi quando o motorista perguntou se a adolescente queria “ver” uma coisa. Mesmo com ela dizendo não, ele insistiu dizendo que “você que é dessa cor gosta”, e tirou o pênis para fora. “Você que é dessa cor tem que fazer comigo” e ameaçou a menina “agora você vai ter que se ver comigo”. Logo depois ele continuou o caminho e deixou a jovem em casa.

A adolescente desceu do veículo chorando e traumatizada com o ocorrido, ligou para esposo e acionou a Polícia Militar.

Chegando ao local, os militares identificaram o veículo do professor e após algumas diligências, encontraram o veículo Classic bege no bairro Cristo Rei. O homem foi preso em flagrante, mas negou o crime.

O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso de Várzea Grande.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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