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Corpo de mulher é encontrado sem cabeça e sem as mãos em Várzea Grande

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Da Redação

O corpo de uma mulher foi encontrado sem cabeça e sem as duas mãos, a Polícia Civil, foram surpreendidos durante a retirada do corpo da mulher, na manhã de terça-feira (10), em Várzea Grande. Isso porquê o cachorro da vítima permaneceu todo tempo ao lado do cadáver até a chegada dos policiais. O animal foi levado a uma clínica veterinária e será colocado à disposição para ser adotado.

Desnutrido, o animal possui aproximadamente 60 dias de vida e foi apelidado pelos agentes de “Costela” devido ao estado físico que apresenta. Além disso, ele aparentava não se alimentar há dias e possuía carrapatos e pulgas. O cachorro morava em um barraco de madeira próximo às margens do lago, onde a mulher foi encontrada morta.

O cadáver, que ainda não foi identificado, foi localizado por moradores da região. Rapidamente, as testemunhas chamaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Próximo aos restos mortais, os agentes viram Costela. Quando o animal viu a aproximação os militares, chegou a latir para que eles não se aproximassem de sua dona.

Logo depois, chegou a Politec para fazer a retirada do corpo. Entretanto, quando os agentes se aproximaram do cadáver, Costela novamente tentou impedir que “desconhecidos” removessem o corpo da mulher.

Comovida com a situação do animal, a técnica de necropsia Kathryn Von Braun recolheu o animal e levou para a clínica Bellu’s, localizada no bairro Recantos dos Passos, em Cuiabá. Na unidade, ele passará por exames, vermifugação, retirada de carrapatos e banho.

Além disso, os agentes fizeram “vaquinha” para adquirir recursos para um primeiro atendimento de Costela.

O encontro do cadáver

O corpo da mulher foi encontrado em um lago, na manhã desta terça-feira (10), na Estrada do Engordador, na Chácara Paraíso, em Várzea Grande. O cadáver estava em avançado estado de putrefação e estava sem a cabeça e as mãos.

O cadáver será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para ser realizado exames de necropsia e Identificação.

O caso será investigado pela DHPP. Os trabalhos investigativos estão a cargo do delegado Marcel Gomes de Oliveira.

 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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