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Governo de MT vai investir mais de R$ 430 milhões na recuperação da pecuária do Pantanal

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Da Redação

O Governo do Estado prepara um plano emergencial para recuperação da pecuária no Pantanal mato-grossense. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, serão investidos R$ 439,3 milhões no financiamento de projetos com objetivo de recuperar a capacidade produtiva do bioma.

Nesta terça-feira (10.11), o secretário explica que os recursos serão provenientes do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO) e através de linhas de crédito específicas para o Pantanal.

Confira a íntegra da reportagem

BOI

MT investirá R$ 439,3 milhões em plano emergencial para recuperar pecuária no Pantanal

Proposta prevê investimentos em infraestrutura, mudanças na legislação ambiental e linhas de financiamentos específicas para a região até o fim de 2021

CLEYTON VILARINO

Após o fogo consumir mais de 20% do pantanal, o governo do Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec), planeja investir R$ 439,3 milhões até 31 de dezembro de 2021 em um plano emergencial para recuperação da pecuária pantaneira.

Do total, R$ 170,4 milhões serão liberados ainda este ano, por meio de remanejamento dos recursos do fundo de desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO) não utilizados pelo setor empresarial. Os valores serão destinados prioritariamente ao financiamento de projetos que visem a recuperação da capacidade produtiva no bioma.

“Não é muito, mas através do Codem (Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso) vamos aprovar uma resolução que dá direito ao Banco do Brasil, que é o maior operador, a fazer um remanejamento ao FCO Rural”, explica o secretário de desenvolvimento econômico do Estado, César Miranda.

Em reunião com os sindicatos rurais de Cáceres e Poconé na última quinta-feira (5/11), o secretário pediu aos pecuaristas que adiantem a elaboração de seus pedidos de financiamento, dado o prazo apertado para a liberação dos recursos.

“Temos um prazo curto, de 35 a 45 dias úteis, para fazer essa aprovação, e pedimos aos pecuaristas que preparem o mais rápido possível a sua carta consulta para que entrem no trâmite de análise e liberação do recurso, cientes de que a partir de janeiro temos um novo orçamento e a coisa muda totalmente de cenário”, afirma César Miranda.

Para 2021, a Sedec pleiteia junto ao conselho deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), formado por representantes dos três Estados do Centro-Oeste mais o Distrito Federal, a criação de linhas de crédito específicas para o Pantanal.

“É uma conjuntura de ações e trabalhos de Estado para melhorar a efetividade da pecuária pantaneira”, destaca o secretário de desenvolvimento econômico do Mato Grosso. Além da Sedec e da Conden, o plano é assinado por outras sete instituições, entre elas a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato) e a Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

O documento traça um panorama do setor no pantanal mato-grossense e aponta um elevado índice de abandono da atividade, com uma redução de 72,5% no rebanho dos municípios de Barão de Melgaço, Cárceres e Poconé desde 1973. Juntas, as três cidades reúnem 76,5% do pantanal mato-grossense.

“A partir daí, começamos a entender o porquê de o Pantanal começar a ser esse problema. Não que o boi sozinho vá ser bombeiro e resolver o problema. Mas ele é um dos agentes que contribui para reduzir o material que vai ser combustível para incêndios”, destaca o consultor técnico da Acrimat, Amado de Oliveira Filho.

Segundo o economista, a atividade do setor tem “descido ladeira abaixo” nas últimas décadas. “Diga-se de passagem, não é a primeira vez que isso acontece. Já foram feitas ações para repor o rebanho de matrizes como nós vamos fazer agora de novo”, pontua Oliveira Filho.

Dos R$ 439,5 milhões previstos pelo plano de recuperação elaborado pela Sedec junto a entidades representativas do setor, R$ 300 milhões (68,3%) deverão ser destinados para a reposição de matrizes.

Além dos recursos financeiros, o plano prevê alterações na legislação ambiental para permitir a limpeza de pastagens e substituição das variedades nativas por brachiaria humídicola, aos moldes do que já ocorre no Mato Grosso do Sul.

“O governo do Estado está vendo com bons olhos isso, o secretário César Miranda defende isso, pode acontecer e é muito positivo, porque vai aumentar a produtividade”, afirma o consultor técnico da Acrimat, que coordenou o grupo de trabalho responsável por elaborar o plano, ao alertar para o abandono da atividade na região.

“Daqui a pouco a economia pantaneira como um todo vai estar comprometida, porque, se continuarem a abandonar fazendas, o turismo também acaba em algumas regiões”, avalia o economista. Segundo dados do Imea, a pecuária responde por 81,7% do Valor Bruto da Produção no bioma.

Diante das dificuldades intrínsecas à criação de gado no Pantanal, com despesas financeiras quase três vezes superiores ao observado para os demais pecuaristas Estado, o plano de recuperação da atividade também prevê uma parceria com o Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC) para a criação de uma denominação de origem da carne pantaneira, considerando que ela possui um “valor agregado que precisa ser remunerado pelos mercados”.

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Aneel prevê três leilões de transmissão de energia em 2027

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê a realização de três leilões de transmissão de energia no próximo ano. A estimativa foi dada nesta sexta-feira (30) por Ivo Sechi Nazareno, secretário de Leilões da Aneel.

Em entrevista à imprensa logo após participar do último leilão de transmissão de energia de 2026, realizado na manhã desta sexta-feira na B3, Nazareno destacou que os próximos certames poderão superar os R$ 50 bilhões em investimentos.

O primeiro, segundo o diretor da Aneel, deve ser realizado em abril. E no segundo semestre deverão ocorrer os outros dois, um em outubro, envolvendo o novo sistema de transmissão em corrente contínua, com tecnologia VSC (Voltage Source Converter), e outro em dezembro.

“Para o segundo semestre [de 2027], há uma expectativa de duas licitações de transmissão, uma envolvendo o sistema de corrente contínua e tecnologia inédita, VSC. Em detrimento das tecnologias das contratações anteriores que são diferentes, ela é mais complexa, elaborada e mais moderna.

Provavelmente esses contratos que se originarem desse leilão serão os maiores que o Brasil já contratou em transmissão”, explicou Ivo Sechi.

O diretor da Aneel adiantou que os dois leilões do segundo semestre “serão instruídos em conjunto”.

“Vão ser dois leilões instruídos de forma conjunta com provável segregação de atividades, um em outubro, provavelmente o de corrente contínua, e outro em dezembro, que será o de corrente alternada”, disse.



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