Mato Grosso
“Dama da Balsa”: Ministério Público investiga Thelma de Oliveira por improbidade administrativa
Mato Grosso
Da Redação.
Depois de todos os problemas criados, com as investigações do suposto superfaturamento, na renovação dos contratos de prestação de serviços de transporte fluvial, rendeu a prefeita Thelma Figueiredo de Oliveira a alcunha de “Dama da Balsa”.
Após várias denúncias, com documentos, a equipe de reportagem do Grupo O Mato Grosso de Comunicação, esteve na cidade de Chapada dos Guimarães, localizada a cerca de 65km de Cuiabá, para ouvir diretamente a população sobre o assunto.
Na oportunidade várias pessoas participaram das entrevistas, desde comerciantes, moradores, lideranças políticas e sociais, que mostraram indignação com o suposto fato ocorrido.
“Como pode, uma prefeita aumentar tanto o valor de uma prestação de serviço, em um período de crise financeira, sendo que não mudou a balsa, não aumento o número de travessias, pelo contrário, diminuiu, até parou de funcionar, durante aos finais de semana, neste período de pandemia, com os decretos de prevenção”, disse um morador de Chapada dos Guimarães, que pediu para não ser identificado, temendo por represália.
Termo aditivo ao contrato nº 086 2019, que trata do valor reajustado de R$ 70.000 para R$ 90.000 mensais, sendo R$ 40.000 para balsa do Rio da Casca R$ 50.000 balsa sobre o Rio Quilombo.

“Em período de dificuldades devido a pandemia, a população questiona o reajuste de R$ 20.000 por mês, para uma prestação de serviço, que mais ficou parada, do que funcionando, somando um total de R$ 240 mil por ano de prejuízo, aos cofres públicos de Chapada dos Guimarães.
A gravidade do problema ultrapassou as esferas políticas e administrativas, hoje, Thelma de Oliveira é investigada pelo Ministério Público -1ª Promotoria de Justiça Cível do município de Chapada dos Guimarães, por atos que caracterizam improbidade administrativa, a popular “corrupção”.

Foto: George Gianni
Dados levantados pela equipe de reportagem do Grupo O Mato Grosso de Comunicação, apontam que as investigações sobre o suposto superfaturamento na renovação do contrato, de prestação de serviço das balsas, é apenas uma das pontas dos novelos dos problemas gerados na gestão Thelma.
Mesmo assim, a prefeita ainda busca se manter na disputar eleitoral, com objetivo de permanecer no comando da Prefeitura de Chapada dos Guimarães.
Thelma de Oliveira foi procurada para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria, não foi localizada.


Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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