Mato Grosso
Em defesa do Pantanal: Jovem leva tapa no rosto e tem adesivo arrancado do carro
Mato Grosso
Da Redação
Há duas semanas atuando como voluntária em campanha para arrecadação de alimentos para animais do Pantanal, a estudante de Pedagogia Bianca Weihs levou um tapa na cara de um estranho. A voluntária publicou em vídeo em sua rede social informando sobre a agressão sofrida, em Cuiabá.
A jovem saía do estágio no bairro Goiabeiras, na capital, quando foi surpreendida por um homem que retirou o cartaz que estava colado em seu carro e lhe deu um tapa no rosto. O cartaz tinha a iniciativa da campanha e dizia “O Pantanal Pede Socorro”.
Em um vídeo publicado na sua rede social, a jovem conta o ocorrido e diz que registrou um boletim de ocorrência contra o agressor. A voluntária conta ainda que se a intenção do homem era fazer ela parar, ele não conseguiu, pois ela iria continuar com as ações.
“Vou continuar com as campanhas. Se a intenção dele era que eu parasse, ficasse com medo e parada, não funcionou. As campanhas continuam”, declarou.
No vídeo, ela conta que o agressor arrancou o adesivo do seu carro, “abaixou as calças e a cueca e passou o papel na bunda, jogou em mim e me deu um tapa na cara”, descreve.
“Penso: ‘por que será que eu o irritei tanto? Pelo alerta sobre o Pantanal que está ardendo em chamas há dois meses? Os animais morrendo? A fumaça tomando conta das cidades?’, se questiona a ativista que viu a atitude do homem como Partidária “Foi uma atitude partidária que claramente defende um lado”, afirma.
O vídeo foi publicado em sua rede social, tem cerca de 3 minutos com a jovem explicando sobre o ocorrido e foi visto por mais de 2 mil pessoas. Muitos seguidores apoiaram a jovem e deixaram mensagens de incentivo e solidariedade.
https://www.instagram.com/tv/CFkH7tHF0T5/?utm_source=ig_embed
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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