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Pessoas que cometeram incêndios criminosos sofrerão graves consequências

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Mato Grosso

Da Redação

O Governo do Estado tem atuado forte no combate aos incêndios florestais e reforçado equipes desde março, quando foi lançado o Plano de Ação contra o Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais em Mato Grosso.

E diante disto, o governador Mauro Mendes afirmou, nesta manhã (21), que as pessoas que insistem em iniciar incêndios florestais de forma criminosa em Mato Grosso “sofrerão graves consequências na vida econômica”. A declaração foi dada à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre (RS).

Mendes registrou que o sistema de monitoramento via satélite permite detectar “com muita precisão” se um incêndio ocorreu de forma criminosa ou acidental. Segundo o governador, já foram detectadas ocorrências de incêndios de ambos os tipos no Pantanal.

“Um acidente de rede elétrica, com um fio de alta tensão, causou um dos maiores incêndios. Temos imagens também de um cara colocando fogo na leira [sulco aberto na terra] e, a partir daí, gerou um grande incêndio que atingiu a propriedade dele e propriedades vizinhas”, citou.

De acordo com o governador, já foram aplicadas mais de R$ 190 milhões em multas por uso irregular do fogo somente neste ano.

Os infratores que não pagarem as multas, segundo Mendes, serão duramente responsabilizados. Além das multas ambientais, a Delegacia de Meio Ambiente também investiga na esfera criminal os autores dos incêndios. 

“Aqueles que estão apostando na ineficiência do Governo, vão ter uma triste surpresa. Eu não gostaria de multar ninguém, mas também não gostaria de ver o Pantanal queimando por incêndios criminosos. Essa multa vai para a dívida ativa do Estado. Se não pagar, colocamos esse cidadão no cadastro de inadimplentes, no Serasa, no SPC, e isso vai trazer graves consequências para a vida econômica dessas pessoas”, garantiu.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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