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Saudades e revolta: Oito anos de impunidade pelo assassinato de Izaias Vieira em Leverger

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Da Redação.

Izaias Vieira Pires era pai de família, trabalhador, secretário de obras do município de Santo Antônio de Leverger, quando foi assassinado pelo então pré-candidato a vereador  na época e policial militar, Marcelo Robson Queiroz Moura, com um tiro de revólver calibre 38 (munição bala explosiva) que atingiu o abdômen da vítima.

Motivo:

Discussão política, com o pedido de expulsão de membros da sigla (PDT), incluindo o pré-candidato a vereador, Marcelo Robson Queiroz Moura, por suposto desvio de conduta.

A discussão teria acontecido dentro da Câmara Municipal de Vereadores de Santo Antônio de Leverger, onde estavam os dois filhos da vítima, o vereador Izaias Junior e a pré-candidata vereadora na época, Patrícia Vieira.

De acordo com informações de populares que presenciaram o ocorrido, no calor da discussão, o secretário Izaias e o pré-candidato Marcelo Queiroz teriam chegados a vias de fato, (troca de socos), em seguida Marcelo foi até o carro, pegou a arma, encontrou com a vítima na porta da Câmara Municipal, quando realizou dois disparos, um atingiu o abdômen da vítima Izaias.

Foto: https://br.depositphotos.com

“Na confusão, três pessoas foram atingidas, o Izaias que faleceu, o motorista do secretário, Fagner Souza Rosa, que também foi atingido no abdômen, passou por cirurgia e sobreviveu, e a terceira vítima, Airton Miro de Arruda, segurança, que levou um tiro de raspão no braço, passou pelo procedimentos médicos e foi liberado”.

Marcelo Robson Queiroz Moura atirou e matou Izaias que estava desarmado, por volta das 17 horas, no centro da cidade Santo Antônio de Leverger, na porta de uma casa de Leis, a Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger.

Foto: Leverger news.

“A confusão aconteceu no dia 5 de setembro de 2012, por volta das 17hs, em uma reunião do PDT”.

A vítima foi socorrida e levada para o Pronto Socorro da Capital, onde foi operada, depois transferida para UTI da Santa Casa de Misericórdia, quando não resistiu aos ferimentos, e veio a óbito.

“Izaias morreu no dia 07 de Setembro de 2012”.

Foto: FaceBook

Marcelo Queiroz, como é popularmente conhecido, foi preso no mesmo dia do crime, mas devido a um habeas corpus, está em liberdade e até o momento, não se tem informações sobre o andamento do processo e muito menos sobre o julgamento, que já era para ter acontecido.

“O julgamento por homicídio era para ter acontecido no dia 19 de julho de 2020”.

De acordo com informações de especialistas, Marcelo Queiroz pode ser condenado por homicídio qualificado, “motivo fútil e meio cruel” devido o assassinato de Izaias Vieira Pirez, como também, por tentativa de homicídio, já que o motorista e o segurança foram atingidos na confusão.

“Marcelo Queiroz pode ser condenado por várias décadas de prisão”.

Questões jurídicas sobre este caso, levantam indagações da população, como:

A demora deste o julgamento?

Se ouve um assassinato e consequentemente mais duas vítimas que caracterizam tentativa de homicídio, como o acusado responde em liberdade?

Neste dia 07 de setembro, faz oito anos que Izaias foi assassinado, a impunidade impera no pais?

Em liberdade, Marcelo Robson Queiroz já exerceu um mandato de vereador de Santo Antônio de Leverger, como também ocupou um cargo no gabinete do deputado estadual, João Batista (PROS), de onde saiu para se dedicar a sua pré-candidatura à Prefeitura de Santo Antônio de Leverger.

“O acusado de assassinato Marcelo Queiroz é pré-candidato a prefeito de Santo Antônio de Leverger pelo PROS”.

Hoje, 7 de setembro, enquanto muitas pessoas utilizam das redes sociais devido a comemoração do dia da Independência do Brasil, familiares e amigos de Izaias Vieira Pires lembram com dor, indignação e saudade, dos oito anos do seu assassinato:

“Confesso que me sinto triste nesta data e todos os dias que lembro de você, a saudade me assola e inevitavelmente as lágrimas correm pelo rosto, neste momento me pego em Deus, e o que me consola é minha família, meus irmãos, meus filhos e minha mãe, com exemplo de força em cuidar de todos nós, é o que renova minhas energias, é o maior patrimônio que nos deixou, o caráter, a honestidade, o amor pelo próximo, a dedicação com a família e o seu nome cravado na história por onde passou, de um homem digno e trabalhador que lutou pela família e pelo social, deixando um legado de muitas lutas e vitórias, saudades e gratidão dos seus ensinamentos e Deus ter nos proporcionados o melhor pai do mundo”.

Foto: Facebook

Para Patrícia Vieira, filha da vítima, a impunidade é significado de indignação, já que até o momento, não se sabe das causas, circunstância ou razão, que o julgamento ainda não foi realizado.

“Vários outros crimes que aconteceram depois do assassinato meu pai, já foram julgados, nós não entendemos porque o Ministério Público ainda não tomou providência”, ressaltou Patrícia.

Por outro lado, o acusado de assassinato, Marcelo Queiroz disse que estava sendo agredido por sete ou oito pessoas, desta forma, agiu em legítima defesa, que o caso está judicializado, e só cabe a Justiça decidir se ele é inocente ou culpado.

“Não vejo como impunidade, defendi a minha vida, estou respondendo na Justiça, não atirei por atirar, eu fui violentamente agredido”, explicou Marcelo.

Foto: TJMT

Tanto o Tribunal de Justiça, como o Ministério Público de Santo Antônio de Leverger foram procurados para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria nenhum responsável foi localizado.

Para a população, o desfecho do caso é uma questão de Justiça para a família, como também, de dignidade para o cidadão.

 

 

 

 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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