Economia

Teletrabalho gerou R$54 milhões de economia para o Estado

Publicado em

Economia

Da Redação

Relatório de auditoria produzido pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) indica que o Governo de Mato Grosso economizou R$ 54.629.285,85 com despesas de custeio de abril a julho de 2020, período de realização de teletrabalho em virtude da pandemia do coronavírus. O montante de economia leva em conta a comparação com as despesas de custeio realizadas no mesmo período de 2019 e a tendência de crescimento dos gastos com custeio de janeiro a março de 2020.  

No trabalho da CGE, foram analisados R$ 73.703.678,71 em despesas comuns a todos os órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual e diretamente impactadas pela modalidade de teletrabalho, a exemplo de gastos com serviços de terceiros, locação de mão-de-obra, material de consumo, diária e passagens e despesas com locomoção.

Segundo a Controladoria, as despesas de custeio vinham de um histórico de ascensão nos meses de janeiro a março de 2020, se comparadas com o mesmo período do ano anterior, na ordem de 38,91%. Caso essa tendência se confirmasse nos meses de abril a julho, as despesas de custeio teriam aumentado para R$ 128.332.964,56. Com isso, na análise da CGE, “a comparação dessa estimativa com o volume efetivo de despesas registradas demonstra, dessa forma, uma economia de R$ 54.629.285,85”.

Na comparação com abril a julho de 2019, as despesas de custeio tiveram retração de R$ 18.682.013,15 durante o teletrabalho instituído em razão da pandemia.

por divulgação

Dessa forma, a CGE analisou também o impacto de uma eventual ampliação do home office até dezembro de 2020, considerando a redução efetiva das despesas de abril a julho deste ano na comparação com igual período de 2019. “Segundo a média mensal de economia do período, que foi de R$ 4.670.503, é possível estimar a possibilidade média de economia para o período compreendido entre agosto e dezembro de 2020 em R$ 23.352.516,44”.

por divulgação

Com isso, ao computar a retração de despesas já alcançada no período de abril a julho, a economia total, no ano de 2020, com a implementação do home office, somaria R$ 42.034.529,59.

Detalhamento

No relatório de auditoria, a CGE apurou que 10 instituições estaduais concentraram 91,37% das despesas analisadas: Saúde (SES), Segurança Pública (Sesp), Fazenda (Sefaz), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Meio Ambiente (Sema), Educação (Seduc), Assistência Social e Cidadania (Setasc), Infraestrutura (Sinfra) e Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea). Saúde e Segurança Pública responderam por 62,04% (R$ 45.724.697,39) das despesas de custeio no período analisado.

Do total de despesas de custeio de abril a julho de 2020, 87,13% (R$ 64.218.718,53) dos valores liquidados foram relativos a serviços de terceiros – pessoa jurídica, locação de mão-de-obra e material de consumo, incluindo, de forma mais detalhada, gastos com limpeza, higiene e conservação; combustível; serviço de apoio administrativo, técnico e operacional; diárias dentro do Estado; frete e transporte de encomendas; serviços de água e esgoto; e passagens aéreas.

O relatório de auditoria foi encaminhado à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Economia

Brasil abre mercado em Bangladesh e Colômbia para pecuária

Publicados

em


O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que abriram o mercado de Bangladesh para material genético bovino e bubalino e o mercado colombiano para produtos destinados a animais de estimação.

A autorizaçção anunciada pelos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) elevam para 721 o total de aberturas de mercado obtidas pelo agronegócio brasileiro desde o início de 2023.

Segundo o governo federal, as autoridades de Bangladesh passaram a permitir a entrada de embriões bovinos e bubalinos produzidos por diferentes técnicas de reprodução, além de sêmen bovino e animais vivos destinados ao melhoramento genético dos rebanhos.

Bangladesh importou mais de US$ 2,66 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025. Entre os principais itens embarcados para o país asiático estão produtos do complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, além de soja e derivados.

A Colômbia habilitou a compra de alimentos para animais de companhia (termo técnico utilizado para se referir a pets), incluindo produtos mastigáveis desidratados de origem bovina e suína.

Em 2025, as importações colombianas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 873 milhões, com destaque para café, produtos florestais e outros produtos de origem animal.

Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro alcançou 721 aberturas de mercado desde janeiro de 2023, resultado atribuído ao trabalho conjunto do Mapa e do Itamaraty.

Estratégias de exportação

As medidas integram a estratégia do governo de ampliar a presença de produtos brasileiros no exterior. Neste mês, o Mapa anunciou que o país havia alcançado a marca de 700 aberturas de mercado em 99 destinos, entre países e blocos econômicos, desde o início de 2023.

Além das negociações sanitárias conduzidas pelo Mapa e pelo MRE, a política comercial coordenada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) tem buscado ampliar o acesso de empresas brasileiras a novos mercados e diversificar os destinos das exportações nacionais, como forma de amenizar os efeitos do tarifaço implementado pelos EUA contra o Brasil.



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA