Mato Grosso
Consórcios apresentam recursos em licitação para retomada das obras de hospital
Mato Grosso
Da Redação
Quatro consórcios apresentaram recursos contra a classificação das participantes no processo licitatório para a retomada das obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller, localizado entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger. A construção do hospital está paralisada há seis anos.
Protocolaram recursos os consórcios Jota Ele–MBM, Consórcio OTT– Endeal –Fiorentini, Consórcio RAC/Enclimar/Engeluz/Geplan/RAAA e Consórcio HU Júlio Müller. O prazo recursal se encerrou na última semana.
Além desses consórcios, participaram também da licitação realizada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o Consórcio HJZ-Saúde Cuiabá, a empresa Fator Towers OT Construções e Incorporações Ltda e a empresa Porto Belo Engenharia, que recebeu a nota final mais alta na classificação.
De acordo com o presidente da Comissão Especial de Licitação da Sinfra, Rogério Magalhães, os recursos foram interpostos contra as notas técnicas atribuídas pela comissão após avaliação da capacidade técnica das participantes do processo licitatório. Para cada uma das participantes foram atribuídas notas de acordo com a experiência da interessada (quesito A) e a experiência da equipe técnica que deve executar a obra (quesito B).
Também foram atribuídas notas considerando os valores propostos por cada participante para a conclusão da obra, uma vez que a licitação acontece na modalidade RDCI (Regime Diferenciado de Contratação Integrada), que traz o instrumento de “orçamento sigiloso”, no qual o valor de referência à retomada da obra, atribuído pelo Governo do Estado, somente será revelado ao final do certame. A classificação preliminar das participantes pode ser conferida abaixo.

“Após o encerramento desse prazo de apresentação dos recursos, entramos agora no prazo de contrarrazões, que é o momento em que os consórcios que foram alvos desses recursos se manifestam a respeito das situações apontadas. Por exemplo, um consórcio pode apresentar recurso alegando que um determinado profissional de outro consórcio não tenha a capacidade técnica informada e, por isso, o consórcio não mereceria determinada pontuação. E é neste momento de contrarrazões que o consórcio acusado tem o direito de se manifestar”, esclareceu.
Somente após o prazo de contrarrazões, que se encerra nesta semana, é que a Comissão Especial de Licitação faz a análise de tudo o que foi apresentado e encerra em definitivo a licitação, anunciando a empresa vencedora e convocando-a para assinatura do contrato para início da obra.
Empresa vencedora
A empresa vencedora será a responsável pela elaboração do projeto executivo e também pela execução da obra, que teve início em 2012 e até o presente momento tem apenas 9% de seu andamento concluído. Esta é mais uma obra que estava prevista para ser entregue na Copa do Mundo de 2014 e que é retomada pela atual gestão do Governo de Mato Grosso.
O anteprojeto, que foi elaborado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mantém a concepção de hospital-escola e prevê a construção de oito blocos para atender as áreas assistenciais, de internação, nutrição, administrativa, entre outras. O hospital será um dos maiores hospitais universitários do Brasil, com 58,5 mil metros quadrados somente de área construída.
Ao todo o hospital contará com 228 leitos de internação, 68 leitos de repouso e 63 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), sendo 25 para adultos, 18 voltados a atender crianças (pediátrico) e 20 para recém-nascidos (neonatal). Além disso, contará ainda com 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame, 21 salas para banco de sangue e triagem e outras 53 salas administrativas.
Histórico
As obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller começaram em 2012, após o Governo do Estado firmar convênio com a UFMT, e estavam sendo executadas pelo consórcio Normandia – Phoenix- Edeme, formado pelas empresas Normandia Engenharia Ltda., Construtora e Incorporadora Phoenix Ltda. e Edeme Construções Civis e Planejamento Ltda.
Em 2014, ano previsto para a conclusão da obra, os serviços foram paralisados e, posteriormente, o contrato foi rescindido pelo não cumprimento do cronograma. Apenas 9% do projeto havia sido executado.
Ao todo, o investimento previsto era de R$ 116,5 milhões, sendo que metade dos recursos eram estaduais e metade federais, através pelo Ministério da Educação (MEC). Para a atual retomada das obras, R$ 96 milhões de recursos federais já estão assegurados.
Foto: Secom-MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
-
Agricultura6 dias atrásSetor produtivo prepara cobrança de pautas aos eleitos de MT
-
Política7 dias atrásDuas mulheres são eleitas para a ALMT após quatro legislaturas
-
Economia6 dias atrásVitória de Pivetta aumenta pressão e PL pode trocar comando em Mato Grosso
-
Agricultura6 dias atrásBrasil colhe recorde de 4,14 milhões de toneladas de algodão em área menor
-
Polícia3 dias atrásPL garante atendimento odontológico a crianças, idosos e pessoas acolhidas em MT
-
Esporte3 dias atrásFlaco López marca, Palmeiras vence o Bahia e colar no líder Flamengo
-
Esporte3 dias atrásAthletico-PR e Atlético-MG empatam em 2 a 2 no Brasileirão
-
Mato Grosso6 dias atrásTribunais Superiores acolhem recursos do MPMT em quatro matérias penais


Você precisa estar logado para postar um comentário Login