Mato Grosso

Militares e pantaneiros se unem no combate aos incêndios florestais

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Alheios à movimentação dos jornalistas, combatentes lutam contra o fogo que assola o Pantanal mato-grossense desde julho. A fumaça e a poeira tornam o cenário inóspito. Na combinação de vegetação seca, baixa umidade e calor, uma faísca que se desprende dá início a um novo incêndio.

E o trabalho dos 101 homens empregados na Operação Pantanal II, lançada na última sexta-feira (07), é incessante. Bombeiros Militares de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, militares da Força Aérea Brasileira e da Marinha e funcionários do Sesc Pantanal se arriscam e se dedicam ao objetivo único de extinguir os incêndios. Os primeiros focos de incêndio foram registrados em 21 de julho em Poconé. Dados preliminares apontam que já foram atingidos 108 mil hectares em Poconé e 77 mil hectares em Barão de Melgaço.

m uma das frentes de trabalho, presenciamos o movimento rápido dos operadores de máquinas  para construção dos aceiros. A outra parte da equipe realiza ações coordenadas para posicionamento do caminhão pipa de onde serão lançados os jatos de água. E os demais usam entram com os abafadores para extinguir os ultimos resquícios de fogo. Tudo isso ao mesmo tempo e sem pausas.

Enquanto parte da equipe age no solo, os dois aviões Air Tractor lançam três mil litros de água a cada voo. “Coisa linda!”, vibra o secretário Executivo do Comitê do Fogo, Cel BM Paulo André Barroso, diante de uma manobra certeira dos pilotos do GAVBM. As labaredas altas, que poderiam ser avistadas do aérodromo do Sesc Pantanal, baixaram e fumaça preta clareou.

“Viu só. A fumaça ficou branca. O avião lança a água pra baixar o fogo, não tem como chegar perto de colunas de oito metros de fogo. Então, por ar baixamos o fogo e a equipe em terra segue agindo. Por que no final de tudo, quem apaga é o homem”, explica Barroso.

“Nos horários de pico de calor do dia, o incêndio se acelera. Então,  iniciamos os trabalhos de lançamento de água por volta de 9h da manhã até 17h30 para aplacar as chamas e dar tempo para as equipes terrestres construirem as linhas de defesa”, explica o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais, TC BM Flávio Gledson Bezerra. Diariamente, os aviões lançam mais de 60 mil litros de água para conter o fogo.

As equipes terrestres atuam com apoio do helicóptero da Força Aérea Brasileira para que os combatentes cheguem aos pontos de incêndio. “As equipes trabalham diuturnamente em jornadas longas, exaustivas e arriscadas. O trabalho está sendo feito e seguimos empenhados”, complementa TC BM Gledson.

Ação exitosa

Nesta terça-feira (12), as equipes confirmaram o êxito em uma ação de contenção de um incêndio que avançava em sentido Leste dentro da Reserva Particular de Patrimônio natural (RPPN) Sesc Pantanal, no município de Barão de melgaço. Foi construída uma linha de 14km de defesa, poupando 23 mil hectares da reserva e evitando que o fogo chegasse ao Hotel. Os trabalhos de contenção desta frente tiveram início no domingo (09). As equipes seguem atuando nos demais pontos considerados prioritários.

Força tarefa

Os governos Federal e dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, lançaram na última sexta-feira (07) a Operação Pantanal II. Para ação estão sendo empregados duas aeronaves de combate a incêdio do CBMMT e um helicóptero da Força Aérea Brasileira. Por terra, as equipes recebem o apoio de duas camionetes, uma van, um caminhão, um ônibus e dois quadriciclos também do Corpo de Bombeiros Militar e três máquinas oriundas de apreensão cedidas pela Sema.. De recursos privados, estão em campo uma aeronave e três camionetes do Sesc Pantanal, três caminhões pipa, três tratores pipa, um microônibus, um quadriciclo e uma van. Máquinas de diversos produtores rurais estão sendo empregadas na construção das linhas de defesa.

Do total de 101 pessoas atuando no combate aos incêndios, estão 38 bombeiros militares de Mato Grosso e 12 de Mato Grosso do sul.  Do Governo Federal, atuam oito militares da FAB e 23 da Marinha. O Sesc Pantanal disponibilizou 20 funcionários, sendo quatro em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso.

Investimento

Por meio do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais 2020, Mato Grosso atua em seis frentes: planejamento e gestão, monitoramento, fiscalização, responsabilização, prevenção e combate aos incêndios florestais e comunicação. O investimento total nas ações é de R$ 22 milhões será dividido entre orçamento próprio do Governo de Mato Grosso e aportes do Programa REDD+ para Pioneiros (REM-Mato Grosso).

O Comitê do Fogo, órgão colegiado presidido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e secretariado pelo CBM-MT, diariamente realiza o trabalho de articulação com as agências que podem auxiliar no combate aos incêndios florestais. O grupo é composto por instituições dos governos estadual e federal, entidades civis e Organizações não Governamentais. A Sema também fornece equipamentos e diárias para realizar as operações.

 

 

 

Foto: Portal da cidade de Lucas do Rio Verde

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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