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Aulas nas redes pública e particular continuarão suspensas em Cuiabá até o dia 31 de agosto

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Da Redação

O prefeito Emanuel Pinheiro prorrogou para até dia 31 de agosto, a suspensão das aulas presenciais nas unidades escolares das redes pública e privada de Cuiabá.  O decreto nº 8025/2020, que deve ser publicado na próxima segunda-feira, 3, traz ainda outras medidas e estabelece a retomada gradativa e segura, a partir do dia 3 de agosto, dos cursos na área da saúde e de idiomas.

Ao comentar a decisão o prefeito Emanuel Pinheiro disse que sempre defendeu a retomada das atividades econômicas na Capital, desde que sejam adotadas as medidas de prevenção e de biossegurança recomendadas pelas autoridades de saúde e sanitárias, mesmo porque  é preocupante o número de mortes provocadas pelo  novo coronavírus (COVID-19) em Mato de Grosso e,  é alto risco de contágio, assim a população deve continuar atenta aos cuidados recomendados.

Pelo novo decreto municipal fica autorizada a disponibilização de vídeo-aulas que poderão ser gravadas nas dependências das unidades de ensino, e a distribuição de apostilas e materiais pedagógicos aos alunos na modalidade “drivetrhu/take-out”, com a adoção de todas as recomendações de biossegurança.

Com 52 mil alunos matriculados em 164 unidades do Município e mais 55 mil alunos na rede particular, totalizando 107 mil estudantes, além de um grande número de profissionais envolvidos diretamente com as crianças, a ampliação da suspensão das atividades presenciais nas unidades educacionais é uma medida de caráter preventivo, sendo necessária neste momento.

Sobre a retomada gradativa e segura das atividades econômicas de cursos de idioma  e os da área das saúde, como de pós-graduação e aulas práticas de ensino superior e técnico ,  o decreto municipal estabelece os cuidados que devem ser adotados.

As turmas deverão ter no máximo 12 (doze) alunos. Além disso, os estabelecimentos deverão ser higienizados antes e após a realização das atividades educacionais, deverão ser ofertados produtos para higienização das mãos, como água, sabão líquido e álcool em gel, e todos devem utilizar obrigatoriamente as máscaras – alunos, funcionários e colaboradores que trabalhem no local -, e nas atividades educacionais deve ser mantido um distanciamento mínimo de 1,5m (um metro e meio) entre os alunos. As salas devem ter janelas abertas e todos devem aferir a temperatura na entrada do estabelecimento, com o uso de termômetro infravermelho. Nesse caso, se a temperatura for superior a 37,5º C, a entrada dessa pessoa deve ser impedida.

 

 

Foto: Luiz Alves/Prefeitura CBA

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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