Mato Grosso
Seis homens com planos de praticar crimes morrem em confronto com o BOPE
Mato Grosso
Da Redação
Na madrugada desta quarta-feira(29), seis homens, fortemente armados e com planos de praticar crimes, entram em confronto com a equipe do Batalhão de operações Especiais (BOPE) e acabam sendo mortos, no bairro Itamaraty, em Cuiabá.
Entre os suspeitos foram identificados o soldado da PM, Oacy da Silva Taques Neto, 30 anos, que estava afastado das funções, em licença médica para tratamento de saúde e o filho de um sargento da PM que foi identificado como Leonardo Vinícius Pereira de Moraes, 24 anos, ele usava tornozeleira eletrônica que estava desligada. O Pai dele teria registrado um Boletim de Ocorrência(BO), nesta manhã (29), narrando que ao acordar percebeu que sua arma de trabalho, uma pistola .40, da PMMT, havia desaparecido, possivelmente levada por seu filho, com o qual não conseguiu fazer contato.
A ocorrência teve início às 5h, desta madrugada, quando a equipe do BOPE recebeu uma denúncia sobre dois veículos, um Uno e um Corolla, este último com vidros blindados, que estariam saindo da região da Morada da Serra e indo para as proximidades ao belvedere, no bairro Jd. Imperial, com intuito de cometer algum crime, já que eles estariam fortemente armados.
Com as informações, as equipes do BOPE realizaram buscas na região e se deparam com os veículos informados, no bairro Itamaraty. Quando os agentes se posicionaram para efetuarem a abordagem, os ocupantes dos veículos começaram a disparar contra a equipe do BOPE que estava à frente, que reagiram ao ataque. Após o confronto, os policiais encontraram cinco suspeitos mortos nos veículos, e em seguida, em uma área de mata perto dos carros, foi encontrado o sexto suspeito, também morto.
Com os suspeitos foram encontradas seis armas de fogo, sendo três pistolas, três revólveres e um colete à prova de balas, além de três rádios HT, que foram utilizados para monitorar a freqüência da polícia.
A Polícia Militar informa que toda a ação, o confronto, a participação do soldado Taques e o sumiço da arma do sargento serão objetos de procedimentos investigatórios na Corregedoria Geral da PMMT.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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