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Sesp arrecada quase R$ 3 milhões em leilões realizados no primeiro semestre

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Da Redação

Com a realização de quatro leilões de bens móveis e imóveis nos seis primeiros meses de 2020, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Adjunta de Justiça (Saju), já conseguiu gerar mais de R$ 2,8 milhões, recursos que serão utilizados em ações de prevenção e repressão ao tráfico de drogas.

Só para se ter uma ideia, este foi o ano em que mais se teve arrecadação de recursos via leilão desde 2014, em Mato Grosso. No ano passado, por exemplo, foi realizado um leilão de lotes de veículos em que mais de R$ 600 mil foram arrecadados.

Já em 2020, a primeira edição realizada em janeiro arrecadou um total de R$ 222 mil. Já as demais, que ocorreram entre maio e junho, tiveram uma arrecadação de R$ 887.780 mil, R$ 981.680 mil e R$ 779.550, respectivamente.

No caso dos certames de bens em poder do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), um percentual dos recursos arrecadados é destinado ao Estado. Para os bens em poder do Fundo Estadual sobre Drogas (Funed), a arrecadação é 100% revertida ao Estado no combate ao tráfico de drogas.

Se somados os anos de 2019 e 2020, a atual gestão teve a arrecadação reforçada em quase R$ 3,5 milhões. O valor é três vezes maior do que o ano de 2014, que arrecadou pouco mais de R$ 1 milhão em leilões realizados.

Além de um imóvel na zona urbana de Várzea Grande, a Sesp-MT também leiloou carros, caminhonetes, motocicletas e até mesmo um avião apreendido pela Polícia Federal com capacidade para seis passageiros.

Perspectiva

Tornar o “lucro” do tráfico de drogas e de outros crimes em recursos financeiros para o combate à criminalidade é uma das funções dos leilões. Para o segundo semestre, a Secretaria Adjunta de Justiça já está se organizando para a realização de dois leilões mensais. A expectativa é atingir a alienação de R$ 10 milhões.

“Nosso objetivo é ampliar a captação de ativos provenientes principalmente do tráfico de drogas e de outros crimes com a realização de leilões de imóveis e móveis, chegando a alienação de R$ 10 milhões que serão utilizados no combate à criminalidade”, pontuou a secretária-adjunta de Justiça, Lenice Barbosa.

 

 

 

 

Foto: Michel Alvim – SESP/MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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