Mato Grosso
Governo assina ordem de serviço para obras nas pontes da Estrada do Matão
Mato Grosso
Da Redação
O Governo de Mato Grosso deu ordem de serviço para o início das obras de encabeçamento das pontes sobre o Rio Alegre, a Vazante do Rio Alegre e o Córrego Fundo, localizadas na rodovia MT-473, conhecida como Estrada do Matão, em Pontes e Lacerda (443 km de Cuiabá). A assinatura ocorreu nesta quinta-feira (23.07).
As obras são de responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e serão tocadas pela construtora Campesatto, no valor de R$ 1,3 milhão.
“Lembro que na campanha estive aí e fizeram esse pedido. Graças a Deus estamos conseguindo tocar essas obras e tenho certeza que a população de Pontes e Lacerda vai ficar muito feliz com a finalização do encabeçamento dessas pontes. Vai ser um transtorno a menos para a logística dessa região”, afirmou o governador Mauro Mendes.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, explicou que, quando as pontes foram construídas, não estavam previstas as obras de encabeçamento das mesmas, que agora serão realizadas para garantir maior trafegabilidade pelas pontes e permitir o trânsito com maior segurança.
O encabeçamento é uma espécie de aterro nas cabeceiras das pontes, para nivelá-las à altura da rodovia e é considerado a fase final da obra. A ponte de concreto sobre o Rio Alegre tem 61 metros, a vazante do rio tem 18 metros, enquanto a do Córrego Fundo tem 41 metros de extensão.
Ainda segundo o secretário, essas pontes são fundamentais para melhorar o tráfego na Estrada do Matão, considerada uma importante rodovia que liga o município de Pontes e Lacerda em direção à fronteira com a Bolívia. Além disso, é a rota por onde é feito o escoamento da produção agrícola e agropecuária da região Sudoeste de Mato Grosso, em direção à BR-174.
“Sabemos que essa estrada é de suma importância para o município, levando em consideração o escoamento da produção rural e o transporte de alunos que trafegam diariamente pela estrada, por exemplo. Concluir a obra dessas pontes é mais um passo que damos na melhoria da infraestrutura da região”, afirmou o secretário.
Foto: Secom-MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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