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“Dinheiro da corrupção”: Família de Waldir Teis é investigada pela Polícia Federal

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Da Redação/página12.

Bariloche, Punta de Leste, Mendoza, cidades do Chile e uma parada para esquiar em Las Leñas. O tur foi feito por Franciele Hubner Teis Andrade, filha do conselheiro afastado por corrupção do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE/MT), Waldir Júlio Teis, que foi preso pela Polícia Federal e levado para o Centro de Custódia, em Cuiabá.

Franciele, a “Fran”, é a filha mais velha do conselheiro, além dela, o conselheiro tem outro filho, Júlio Teis, o Júnior.

Foto: Facebook

Franciele – em uma das últimas viagens que fez – esteve acompanhada pelo marido, Cleyton Souza Andrade.

Desde quando seu pai assumiu em 2007, o cargo de conselheiro no TCE/MT, há treze anos, que a família acostumou a fazer trip por países da América do Sul, em viagens de luxo.

De acordo com informações de bastidores, uma das cidades preferidas de Franciele é Bariloche, no interior da Argentina. A cidade é chamada de San Carlos de Bariloche e localiza na província de Rio Negro, junto à Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile.

Foto: Divulgação

Com uma localização privilegiada de belezas naturais, é rodeada por lagos, como o Nahuel Huapi e Gutiérrez, e montanhas, como Centro Catedral e o Cerro López.

A cidade é conhecida ainda por abrigar a maior estação de esqui da América do Sul.

Com tanto dinheiro ganho por seu pai, o conselheiro Waldir Teis, Franciele teria sido privilegiada com tanta abundância, quando decidiu investir um pouco na cultura do turismo. Afinal ninguém é de ferro e viajar é uma gama de conhecimento.

Mas, ela só esquece que a dinheirama investida em suas viagens internacionais e bancada pelo pai, Waldir Teis, é supostamente com dinheiro público desviado.

“Ou ela finge que não sabe”?

Franciele que já foi servidora do próprio gabinete do pai, em cargo em comissão DCDGA-3, e mesmo recebendo um polpudo salario, na época, não dava para ela pagar as viagens.

“Mais uma ramificação da família do crime”?

Vocacionado para o crime, o conselheiro envolveu ainda seu filho Waldir Teis, o Junior e o genro em ‘esquemas’ espúrios de dissimulação patrimonial. Na última semana, o Ministério Público Federal apontou o filho como um dos caminhos para recebimento de vantagens indevidas, e dissimulação patrimonial, que serviu de base para nova fase da Operação Ararath, realizada no último dia 17.06.20

De acordo com o MPF, o filho Julio Teis, o Júnior, é sócio do advogado Emanuel Gomes Bezerra Junior na empresa Office Consultoria e Governança Tributária. O advogado já foi chefe de gabinete do conselheiro no TCE.

Bezerra também é sócio do genro do conselheiro, Cleyton Souza Andrade. Entre as propriedade de dissimulação patrimonial consta a compra em fevereiro de 2014, da Fazenda Bem Estar, por R$ 2,6 milhões e mais 188.365 sacas de 60 kg de soja, além de outro imóvel rural, em maio de 2014, por R$ 669.000,00.

Mas, segundo a Polícia Federal a soma dos valores das duas transações, considerado o preço da soja à época, seria de aproximadamente R$ 14 milhões. Ainda de acordo com a Polícia Federal, o Conselheiro Waldir Teis repassou à Agropecuária São José do Planalto, a título de empréstimos, o montante de R$ 1,155 milhão.

A Agropecuária São José do Planalto está nos nomes do filho Waldir Teis, o Júnior, e da Franciele Hubner Teis Andrade, e que tem também outras empresas em seu nome, conforme apurou o Página 12.

Quanto às viagens feitas por Franciele, ela curtiu hotéis de luxo cinco estrelas cujas diárias chegam a mais de R$ 5 mil.

O hotel preferido de Franciele tem vista para a Cordilheira dos Andes, quartos com piscina privativa, lareira de pedra, cozinha e áreas de estar e jantar.

Outras comodidades incluem restaurante argentino com churrasco, bem como bar com adega de vinhos. As atividades vão desde plantio/colheita de uvas até a elaboração de vinhos personalizados.

Em uma das viagens feita por Fran em 2012, ela enviou mensagens para o pai conselheiro, apresentando uma lista de compras que iria trazer. Entre eles destacam-se cremes, óculos Ray-Ban e pólos Ralph Lauren.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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