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Vigilância Sanitária elabora plano e barreiras sanitárias começam a funcionar nesta quarta-feira (8)

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Da Redação

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde e da Coordenadoria de Vigilância Sanitária, entregou ao prefeito Emanuel Pinheiro o plano de implantação de barreiras sanitárias em Cuiabá. As estruturas começam a funcionar nesta quarta-feira (8) e ocorrerão na rodovia federal BR-163/363/070 (saída para Rondonópolis), na MT-040 (estrada para Santo Antônio do Leverger), na Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-040, estrada para Chapada dos Guimarães) e na Rodovia Helder Cândia (MT-010, que liga Cuiabá ao Norte do estado).

As intervenções estão previstas para acontecer ao longo de 7 dias, nos seguintes horários: das 8h às 12h e das 13h às 17h. Conforme a Diretoria de Vigilância em Saúde, a barreira sanitária entre Cuiabá e Várzea Grande não se faz necessária porque a cidade vizinha também deverá realizar a mesma medida nas suas demais entradas e saídas. A implantação das estruturas é uma estratégia adotada como forma de inibir o contágio pelo novo coronavírus (Covid-19). 

Segundo o plano de ação, as barreiras sanitárias começarão a funcionar a partir da montagem das tendas das equipes nos locais definidos. Nessas barreiras, haverá a aferição de temperatura corporal e aplicação de questionário junto aos ocupantes dos veículos. Todos os casos serão registrados, principalmente os casos positivos de Covid-19, que serão notificados pela Vigilância Epidemiológica.

Estarão envolvidos nos trabalhos servidores da Secretaria Municipal de Saúde, agentes de trânsito da Secretaria de Mobilidade Urbana, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar.

Além de evitar o contágio pelo novo coronavírus, as barreiras sanitárias visam ampliar a orientação da comunidade sobre os cuidados à Saúde e retardar o pico da pandemia, auxiliando a rede de alta complexidade a minimizar o colapso do sistema público de Saúde.

Desde março, quando surgiram os primeiros casos de Covid-19 em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro vem adotando medidas emergenciais e temporárias de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. No entanto, conforme boletim epidemiológico emitido pela Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, “desde a confirmação do primeiro caso da COVID-19 em Cuiabá não apresenta atenuação no crescimento de casos e mortes”, o que justifica a realização de barreiras sanitárias como forma de conter o avanço da doença na capital.

Além disso, diante do alto risco de contaminação, o juiz José Luiz Leite Lindote, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública da Comarca de Várzea Grande, determinou a quarentena coletiva obrigatória em Cuiabá e estipulou uma série de medidas a serem adotadas, incluindo a barreira sanitária.

 

 

Foto: Luiz Alves

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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