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Obras de reconstrução da escola 31 de Março avançam e devem ser concluídas em setembro

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Da Redação

As obras de reconstrução da Escola Estadual 31 de Março, localizada no município de Canarana (a 823 quilômetros de Cuiabá), estão avançadas e devem ser concluídas no mês de setembro. A obra, realizada em convênio com a Prefeitura de Canarana, receberá investimentos na ordem de R$ 3,072 milhões, sendo R$ 2,5 milhões de recursos estadual e R$ 572 mil municipal.

A unidade de ensino será contemplada com um novo e moderno prédio, com 16 salas de aula, refeitório, cozinha, laboratórios, biblioteca integradora, banheiros adaptados para pessoa com deficiência, parte administrativa, além da reforma da quadra poliesportiva, que já existia no local. Com a construção do novo prédio, será possível ampliar a oferta de vagas na escola, que atualmente atende 530 alunos.

Conforme destaca a secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, mesmo com o período de pandemia e as aulas presenciais suspensas, as obras de reformas e construções de escolas na rede estadual continuam a todo vapor. “Nossa intenção é concluir várias dessas obras antes do retorno das aulas presenciais, garantindo que nossos alunos e profissionais da educação voltem para as salas de aula com total segurança e qualidade para continuar a estudar e trabalhar”, afirma a secretária.

Criada oficialmente em 1976, a Escola Estadual 31 de Março por muitos anos funcionou em um prédio precário, colocando em risco a vida dos alunos e profissionais da educação. Tanto que, em 2016, a escola foi demolida com a promessa de construção de um novo espaço. Os alunos foram transferidos para um prédio alugado, mas desde então aguardam pela reconstrução da escola. 

“Essa é uma obra muito importante, pois há cinco anos não sabemos o que é ter uma escola descente, com espaço digno e adequado para abrigar alunos e os profissionais. Estamos esperando ansiosos pela entrega dessa obra”, destaca a diretora da Escola, Janete Maria Sulzbacher Ortolan.

A assessora pedagógica, Sílvia Moura Faitão, ressalta que a escola 31 de Março é uma unidade histórica em Canarana e a comunidade escolar merecia a construção da escola nova. “Enquanto gestora, eu digo que o exercício de resiliência nos acompanhou por muitos anos e acompanhará até o final da construção dessa obra. Poder ver que o desejo da comunidade escolar está se concretizando é motivo de muita alegria e satisfação”, observa.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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