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Gefron apreende quase 4 toneladas de drogas e estima R$ 83 milhões de prejuízo ao crime

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Da Redação

Nos primeiros seis meses de 2020 o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) apreendeu 3,8 toneladas de entorpecentes dentro e fora de Mato Grosso. Em comparação com o mesmo período de 2019, quando foram apreendidas 2,8 toneladas, o montante é 35% maior. O balanço feito pela unidade aponta também aumento no valor estimado de prejuízo ao crime em 118%. Este ano, são mais de R$ 83 milhões, enquanto no ano passado foram cerca de R$ 38 milhões.

O cálculo de prejuízo leva em conta os valores estimados de entorpecentes, veículos, materiais de contrabando e moedas apreendidos neste período. O comandante do Gefron, tenente-coronel PM Fábio Ricas, ressaltou que os resultados positivos são reflexos do entendimento da Secretaria de Estado de Segurança Púbica (Sesp-MT) quanto à importância das atividades do grupamento para segurança pública do estado. “As operações na região de fronteira têm sido uma prioridade da atual gestão, e o apoio da Secretaria nesse sentido, garantido disponibilização de recursos, é fundamental”, frisa.

A prisão por cumprimento de mandado cresceu 44% no primeiro semestre deste ano, quando foram registradas 23, em comparação ao mesmo período do ano passado, que contabilizou 16 prisões. Nesse sentido, o comandante do Gefron ressalta a integração das forças de segurança que, por meio da Operação Hórus Vigia, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, têm trabalhado de forma permanente na região de fronteira.

Realizada desde o ano passado, a iniciativa foi intensificada este ano com a criação de uma força tarefa entre o Gegron; Polícia Federal; Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), por meio da Delegacia Especial de Fronteira; Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer); Força Aérea Brasileira (FAB); e unidades da Polícia Militar (PM-MT).

Dados de produtividade

Na produtividade do Gefron no período de janeiro a junho deste ano, houve 59% a mais de ocorrências registradas, sendo 176 contra 111 no ano passado. O aumento também é percebido no número de pessoas encaminhadas à delegacia, com 206 brasileiros em 2020 e 134 em 2019. Já com relação aos bolivianos, seis foram encaminhados este ano, e no ano passado nenhum foi conduzido.

Com relação aos veículos apreendidos e/ou recuperados, houve aumento de 51%, já que este ano foram 165 e em 2019 foram 109. O Gefron ainda apreendeu seis aeronaves entre janeiro e junho de 2020, sendo que no ano passado não realizou nenhuma. A apreensão de armas manteve-se estável, com 14 em cada ano, e a de munições caiu de 915 no ano passado para 151 este ano.

A apreensão de moeda estrangeira (dólar) somou pouco mais de 32 mil este ano, contra 128 mil no ano anterior. Já em moeda nacional, o Gefron apreendeu nestes seis meses R$ 99.600,00 enquanto no mesmo período de 2019 foram R$ 22.600,00. Calculando os valores apreendidos, entre moedas nacional e estrangeira, convertendo-os em valores atuais (R$ 5,46), o montante é de R$ 274.489,26. A quantidade de material de descaminho ou contrabando diminiu este ano: foram 1,825 kg e no ano passado foram apreendidos 16 kg.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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