Mato Grosso

Investigações apontam que companheiros dos conselheiros afastados viviam em “Deleite” com dinheiro da corrupção

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Mato Grosso

Da Redação

“Laranja”, para quem pensa que é apenas um fruto cítrico, sendo um dos mais consumidos no mundo todo, está engando, no estado de Mato Grosso “O Laranja”, é o nome que se dá as pessoas, que se passam por dono de um imóvel ou empresa, que supostamente emprestam ou até mesmo vendem seu Registro Geral (RG), juntamente com o CPF, para “Esquentar”, “Lavar”, “Maquiar” recursos oriundo de corrupção.

Foto: Alex Silva

Uma triangulação de prestações de serviços, envolvendo empresas de pessoas ligadas diretamente aos conselheiros afastados do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, levantou mais suspeitas e investigações.

Neste caso, o nome de Roberto Costa Marques, proprietário da empresa Premier Informática, que realizou o serviço de revitalização (imprimir documentos digitalizados) do processos do TCE-MT, levantou suspeitas, tanto pelas atividades realizadas, como pelos valores dos serviços, sem falar de sua ligação com os membros da instituição.

Foto: Edson Dantas

De acordo com relatos internos de servidores, que pediram para não serem identificados, Olavo Lages e Jocimauro Bento do Carmo, não só sabiam do esquema, como foram omissos, coniventes e participaram da ação das prestações de serviços realizados pela empresa Premier Informática.

Os relatos apontam que só nesta atividade, envolvendo esses servidores com a empresa Premier Informática, rendeu mais de R$ 5 milhões, recursos que Olavo Lage teria conseguido comprar uma fazenda, que era de propriedade de Paulo Célio de Arruda, no valor de R$ 250 mil, no município de Rosário Oeste.

Logo em seguida, Olavo Lage teria vendido o mesmo imóvel por R$ 1.500 milhão, para Flaviano Taques, que teria batizado a propriedade de Fazenda Ouro Preto, que logo foi novamente vendida, que trocou o nome do empreendimento, ficando agora identificada como Fazenda Amor de Pai.

“Com os lucros dos esquemas, Olavo Lage teria comprado outra fazenda e colocado em nome de um suposto “laranja” denominado de Miguel”.  

Foto: José Maria Matos/Divulgação

As vidas desses “companheiros” dos conselheiros afastados do TCE-MT estavam um verdadeiro “Deleite Econômico” com os recursos oriundos da corrupção, que proporcionava desde compra de imóveis até a ostentação de alugar um jatinho, para assistir uma partida de futebol do clube Atlético Mineiro, pelo campeonato da Libertadores das Américas, na Argentina.

“O Jatinho teria saído de Cuiabá, com destino final Argentina, com os conselheiros afastados, servidores, e até garçom para servir os esbanjadores do dinheiro público”.

Foto: Raphael Silva

Com a prisão do primeiro dos cinco conselheiro afastado Waldir Teis, a população espera que a Justiça seja feita, e que o grupo que está sendo investigado, além de ir parar na cadeia, devolva o recurso que tanto faz falta para os sistemas de saúde, educação e segurança da população de Mato Grosso.

A estimativa é que o grupo formado pelo empresário Jandir Milan, juntamente com os conselheiros afastados Antônio Joaquim, Walter Albano, Waldir Teis, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo e seus comparsas desviram cerca de R$ 1 bilhão nessas últimas duas décadas.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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