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Nadaf diz meias verdades ou faz o jogo da acusação?

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Da Redação

 

O delator tem a obrigação de falar a verdade em Brasília, Curitiba ou em Cuiabá, sob pena de perder os benefícios acordados. No processo penal não existe meia verdade e o fato é uno, indivisível. Condutas são fracionadas, o fato jamais.

O depoimento do ex-secretário de estado, Pedro Nadaf, prestado à juíza Selma de Arruda, da 7º Vara Criminal de Cuiabá, na tarde desta terça-feira, foi uma encenação dirigida por promotores com a assistência da magistrada.

Em setembro de 2016, Nadaf prestou depoimento aos investigadores do Gaeco e afirmou ter ouvido da boca de Silval Barbosa que os conselheiros do Tribunal de Contas teriam exigidos R$ 50 milhões para aprovar suas contas.

Esse depoimento não consta nos autos do processo da operação Seven. Aliás, não consta em processo algum. O Gaeco ainda não apresentou a justificativa para ouvir um acusado e manter sua fala divorciada do processo. Os demais envolvidos estão indefesos. Uma importante confissão não fora imbricada nos autos.

A função primacial do processo é identificar a motivação do crime. É preciso saber quem cogitou, planejou e executou o crime. Não existe meio crime e nem meia verdade.

Apresentar as botas do morto, ocultar o cadáver e pedir a condenação de um suposto assassino chega a ser asqueroso. Não se faz autopsia em meio corpo. A confissão de Nadaf prestada ao Gaeco, em setembro de 2016, precisa ser encartada nos autos.

Se a motivação para superfaturar a compra do Jardim Liberdade era fazer dinheiro para pagar dívidas do governador com agiotas ou conselheiros, salta evidente que os demais “participantes” tiveram atuação secundária na execução do evento criminoso, vez que contribuíram para um delito anteriormente cogitado e planejado pelo chefe Silval Barbosa.

Com relação à área do Manso, a Sema pretendia ampliar um parque, o que é de sua competência. Os técnicos da Sema trabalharam para adquirir a área sem custos para o estado. Um indústria de Nobres faria a compra e a doaria ao estado por compensação ambiental. Não havia dinheiro na jogada. Logo, falar que os servidores da Sema se associaram com propósito criminoso é algo que extrapola a cretinice.

Qual foi a motivação de Silval Barbosa para meter os pés pelas mãos e comprar a área, sendo que ela seria incorporada ao patrimônio público sem ônus para o estado?

Dizer que a área não pertencia ao médico Filinto Correa da Costa, é falácia já afastada por perícia judicial. Igualmente, afirmar que houve superfaturamento, é outra falta de verdade.

Contar um crime e ocultar alguns de seus autores é uma grande aberração processual. Nem o Código de Processo Curitibano contempla essa possibilidade. O juiz Sérgio Moro ouve todos e, ao final, se o nome de algum envolvido tiver direito a prerrogativa de foro, o feito é enviado para a instância competente e lá o desembargador ou ministro decide se fica com o processo ou faz o fatiamento ou desmembramento.

Na audiência desta terça-feira, Nadaf omitiu, faltou com a verdade. Caso surja, em um futuro próximo, operação policial tendo por base o acordo de delação que ele fez com o Ministério Público Federal não tenho dúvida que o Gaeco e a 7º Vara Criminal vão ficar em maus lençóis perante a sociedade que pensa.

Se o deputado federal Carlos Bezerra e os conselheiros do TCE são isentos de participação no esquema de assalto ao estado comandado por Silval Barbosa, qual seria a razão de uma acordo delação com o MPF – já homologada no STF?

Na verdade, com o STF ficaram as autoridades que detém foro por prerrogativa de função naquela corte. É evidente que conselheiros de tribunais de conta são processados e julgados pelo STJ.

Não tenho dúvidas que Nadaf escondeu o leite, omitiu e mentiu. Com acerto disse o advogado do Marcel de Cursi que seu cliente está indefeso. Também acredito que sim. As botas do morto não provam que houve assassinato. As botas ainda não falam. A quem interessa esse teatro e a ocultação de provas e de personagens?

 

 

 

 

Fonte: Edesio Adorno / A Bronca Popular

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MPMT entrega brinquedos a filhos de colaboradores terceirizados

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (14), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá, a entrega de brinquedos arrecadados em comemoração ao Dia das Crianças. A iniciativa, promovida pelo Núcleo de Qualidade de Vida (Vida Plena), reuniu diversos brinquedos destinados aos filhos de colaboradores terceirizados da instituição.Durante o evento, o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, destacou a importância de valorizar os profissionais que contribuem diariamente para o funcionamento do Ministério Público.“Para o Ministério Público, é um prazer e uma honra enorme ter os filhos dos nossos colaboradores, das pessoas que ajudam o Ministério Público a fazer frente às demandas que a sociedade nos traz. Ter os filhos de todos aqui, com essa família Ministério Público reunida, e poder dar uma lembrança alusiva à Semana das Crianças para cada criança, para cada filho ou filha de colaborador, é uma satisfação enorme para o Ministério Público de Mato Grosso”, afirmou.O coordenador da Procuradoria de Justiça Especializada da Defesa da Criança e do Adolescente, promotor de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado também ressaltou o significado da ação e a relação entre a instituição e os colaboradores. “Todos nós que estamos aqui estamos muito felizes, porque consideramos os pais e as mães de vocês como pessoas da nossa família. A gente se encontra e se vê todos os dias. Chegamos e encontramos o prédio limpo, as pessoas sempre sorridentes, tratando todo mundo bem e fazendo com que este local seja um lugar bonito, bom e alegre para trabalhar”, disse.A coordenadora do Núcleo Vida Plena, promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, destacou a importância da infância e o papel dos adultos na proteção e no desenvolvimento das crianças.“Esse dia nos lembra de algo que, no corre-corre da vida, às vezes esquecemos. A infância é o tempo da imaginação, da confiança e da descoberta. É quando aprendemos, pela primeira vez, que somos amados e que o mundo pode, sim, ser um lugar muito bom para viver. Cada criança traz consigo uma promessa, e cuidar dessa promessa é responsabilidade nossa, dos adultos, das famílias e também da instituição. Por isso, essa ação tem um significado especial para todos nós”, afirmou.A iniciativa foi recebida com entusiasmo pelos colaboradores e pelas crianças. A colaboradora Haíla Alves Santos avaliou positivamente a atividade. “Foi adorável, foi ótimo. As crianças se divertiram bastante. É o primeiro ano que fazem essa ação conosco, então foi muito bom”, relatou.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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