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Pulo do gato? F1 corre na Austrália de olho nas laterais únicas do carro da Ferrari

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É uma lei da F1. Toda vez que o regulamento muda radicalmente, como este ano, pelo menos uma equipe desenvolve alguma solução para os novos desafios de engenharia que os demais projetistas dizem a si mesmos: “Por que não pensei nisso antes?” Em geral são ideias simples, insights, essencialmente funcionais e responsáveis por conferir maior velocidade aos carros.

No campeonato que vai começar quinta-feira, às 22h00, horário de Brasília, com os primeiros treinos livres do GP da Austrália, o modelo SF70H da Ferrari tem uma dessas soluções originais e, aparentemente, eficaz: as laterais do monoposto projetado pelo grupo liderado por James Allison, hoje diretor técnico da Mercedes, e completado pelo de Mattia Binotto. São únicas.

Laterais do modelo SF70H da Ferrari chamaram atenção nas sessões de pré-temporada em Barcelona (Foto: Getty Images)

Antes de qualquer coisa, a impactante performance do SF70H nos treinos de Barcelona, levando Lewis Hamilton, da Mercedes, definir a Ferrari como “favorita” para ganhar a corrida de Melbourne, domingo, precisa ser confirmada já no Circuito Albert Park.

“Acredito que eles fizeram um bom carro. Mas nos treinos a temperatura ambiente não passou de 18 graus e a do asfalto, 30. É bem menos do que enfrentamos durante a temporada. Vamos aguardar o GP da Austrália”, disse Helmut Marko, homem forte da RBR a respeito do potencial do SF70H.

A visão de Marko é compartilhada por muita gente, embora haja quem acredite não ser necessário provar mais nada, como Rob Smedley, diretor de operações da Williams. “O carro deles é muito bom, ponto.”

Como o ensaios de Barcelona foram os primeiros dos complexos modelos de 2017, mais largos, geradores de bem maior pressão aerodinâmica, equipados com unidades motrizes mais potentes, os engenheiros estão entendendo, ainda, o que é capaz de melhorar seus projetos. “Há grande margem de desenvolvimento”, afirmou James Key, diretor técnico da STR.

Por essa razão há espaço para já nas primeiras etapas do campeonato especialistas em soluções particulares, como Adrian Newey, da RBR, dentre outros, surpreender a todos com algo que permita ao RB13-Tag Heuer (Renault) de Daniel Ricciardo e Max Verstappen lutar por pole positions e vitórias.

Adrian Newey (à direita) é conhecido pelo capacidade em encontrar soluções aerodinâmicas eficazes  (Foto: Getty Images)

Adrian Newey (à direita) é conhecido pelo capacidade em encontrar soluções aerodinâmicas eficazes (Foto: Getty Images)

Ao que se sabe, depois de oito dias de testes no Circuito da Catalunha quem tem de fato, conforme mencionado, uma das ideias mais originais do ano é a Ferrari, nas laterais do SF70H. Vamos tentar, agora, entendê-las melhor?

A escuderia italiana não se manifestou sobre a paternidade dessa solução que, comprovada sua eficiência também em corrida, em um fim de semana de GP, poderá ser copiada por um ou mais diretores técnicos de outras equipes. Historicamente a F1 funciona assim. Não há patentes para os “inventos”.

A ideia singular da Ferrari pode tanto ter origem no trabalho de Allison e seu responsável por aerodinâmica, Dirk de Beer, ambos dispensados pelo presidente da Ferrari, Sérgio Marchionne, em julho, como do grupo que o substituiu a partir de então, sob a coordenação de Mattia Binotto e seus dois homens de aerodinâmica, David Sanchez e Enrico Cardille. Não se sabe.

Mas dependendo do que acontecer já nas primeiras etapas, essa questão virá à tona. Se o monoposto da Ferrari for rápido, constante e confiável, é provável que as lideranças da escuderia procurem chamar para si a responsabilidade pelo sucesso. Mas na hipótese de o SF70H ser menos do esperado, então terá sido outro erro de Allison, como o modelo de 2016, sem vitória no campeonato.

Driblou o regulamento

A primeira ideia “esperta” aplicada nas laterais do monoposto italiano é um drible, literalmente, no novo regulamento. O texto diz que o ponto mais avançado da lateral, o mais à frente, deve formar com o corpo do carro um ângulo de 75 graus. Isso para elas terem um formato de flecha, como foi adotado no aerofólio dianteiro, a fim de passar uma imagem de maior agressividade ao fã da F1.

Os engenheiros da Ferrari criaram defletores de dimensões generosas, posicionados bem à frente das tomadas de ar laterais e, ao mesmo tempo, conectados a elas, como se fizessem parte um do outro. Esses defletores formam, com o corpo do carro, o ângulo pronunciado de 75 graus desejado pelo regulamento.

Já a verdadeira tomada de ar, mais para trás, está a 90 graus, posição mais eficiente para o recebimento do ar, tão necessário para atingir os radiadores de água, de um lado, e óleo, do outro, principalmente agora, com a elevação de performance de todo o conjunto. Os carros estão cerca de cinco segundos mais rápidos. É pouco provável que os comissários, em Melbourne, contestem a solução da Ferrari. Ao pé da letra, respeita a regra.

Ferrari “dribla” regulamento e cria peça antes da entrada de ar (Foto: Getty Images)
Algumas rivais, como a Wiliams, usam soluções tradicionais em suas entradas de ar  (Foto: Getty Images)

Algumas rivais, como a Wiliams, usam soluções tradicionais em suas entradas de ar (Foto: Getty Images)

Na realidade, o ar que entra pelas tomadas de ar laterais tem também a função de resfriar o sistema de recuperação de energia cinética (MGU-K) e a central de gerenciamento eletrônico. É possível ver pequenas divisórias de fluxo na porção superior logo na entrada da tomada de ar.

O renomado desenhista italiano Giorgio Piola, do Studio Piola, disse ao GloboEsporte.com, em Barcelona: “A Ferrari nunca se caracterizou por apresentar soluções que representem interpretação bastante pessoal do regulamento. Pois as ideias empregadas na laterais do SF70H mudaram essa tradição. O estudo aerodinâmico foi profundo, diante do elevado número de apêndices empregado”.

Outro desenhista conceituado, italiano também, Paolo Filisetti, contratado da Gazzetta dello Sport, falou ao GloboEsporte.com: “A fluidodinâmica interna do SF70H é um grande trabalho de engenharia, diria ser o seu ponto forte. Eles estudaram muito bem os fluxos do ar que passam principalmente por dentro do carro e conseguiram uma série de benefícios com esse novo regulamento”.

Entrada de ar nos carros da Ferrari são revolucionárias para os padrões da escuderia (Foto: Getty Images)

Entrada de ar nos carros da Ferrari são revolucionárias para os padrões da escuderia (Foto: Getty Images)

Mais pressão aerodinâmica

O principal benefício é aerodinâmico. “Repare como as tomadas de ar são altas, as mais altas dentre todos os projetos este ano, e a base delas bem estreita”, explica Piola. Seu objetivo é permitir que o ar passe por baixo e pelo lado, sem interrupções maiores. O ar que chega nessa área do carro passou, principalmente, por cima dos braços da suspensão dianteira, dispostas num plano abaixo das laterais, o que o permite escoar mais fluido, em menor turbulência.

O ar que contorna as laterais altas do SF70H e chega na sua traseira tem a importante função de ajudar a criar uma zona de baixa pressão imediatamente após o fim da carenagem, depois das rodas traseiras. Isso facilita o ar embaixo do assoalho fluir mais rápido, por ter menos resistência quando chega na parte final do carro. “Em outras palavras, o SF70H gera maior pressão aerodinâmica”, diz Filisetti.

Nos testes no Circuito da Catalunha a reportagem do GloboEsporte.com manteve-se em alguns pontos da pista para observar, de perto, o comportamento do SF70H. E não é preciso muita cultura de F1 para entender logo que o monoposto italiano gera muita pressão aerodinâmica. A forma como Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen percorriam a veloz e longa curva 3, trocando marchas, de pé no fundo, sem dificuldades maiores, e a 9, rápida e curta, ratificaram a impressão de todos no paddock.

Nos testes em Barcelona, a Ferrari se mostrou um carro que gera muita pressão aerodinâmica (Foto: Getty Images)

Nos testes em Barcelona, a Ferrari se mostrou um carro que gera muita pressão aerodinâmica (Foto: Getty Images)

“O que chama a atenção nesse projeto é como a Ferrari conseguiu fazer uma tomada de ar tão pequena para uma unidade motriz que produz mais potência este ano. E é tudo muito compactado. O número de defletores, grandes e pequenos nessa região, reflete a complexidade dos experimentos realizados no túnel de vento”, comenta Filisetti.

Foi essa questão que levou Marko, da RBR, lembrar que será preciso verificar se o modelo SF70H aceita bem temperaturas mais elevadas. Se os projetistas italianos tiverem de ampliar as tomadas de ar por essa razão, o monoposto perderá parte da sua eficiência aerodinâmica.

Piola comenta que a velocidade e resistência demonstradas nos ensaios de Barcelona refletem um projeto equilibrado. “A frente e a traseira do SF70H não têm ideias revolucionárias. Suas soluções são convencionais. Claro, bem concebidas. As laterais são o seu diferencial. Elas só funcionam, e bem, porque o projeto foi pensado como um todo, destinado a explorar seu potencial de ajudar na geração de pressão aerodinâmica, há um grande sincronismo.”

O GP da Austrália talvez não seja o melhor cenário para constatar a que veio o modelo italiano que está dando o que falar. As pistas de rua não costumam expor o melhor de cada projeto. As forças tendem a se igualar. Mas não deixa de ser uma referência por todos os adversários estarem na mesma condição, ou seja, massa de gasolina no tanque, pneus e horário na pista.

Kimi Raikkonen marcou o melhor tempo da pré-temporada, com 1min18s634, usando pneus ultramacios (Foto: Reprodução)

Kimi Raikkonen marcou o melhor tempo da pré-temporada, com 1min18s634, usando pneus ultramacios (Foto: Reprodução)

“Acho que depois da corrida na China (segunda do calendário, dia 9) teremos um panorama mais preciso de como pode ser o campeonato”, afirmou Raikkonen, logo em seguida a estabelecer, dia 10, último do teste, o melhor tempo da pré-temporada, com 1min18s634, usando pneus supermacios. Os ultramacios distribuídos também pela Pirelli no ensaio lhe dariam um pouco mais de velocidade. Com a mesma Ferrari SF70H, mas com ultramacios, Vettel registrou o segundo tempo no geral, dia 9, com 1min19s024. Bottas, com Mercedes W08 Hybrid, obteve o terceiro tempo, dia 8, com supermacios, 1min19s310.

Em termos de confiabilidade, o novo carro italiano se mostrou da mesma forma eficiente, ao menos na Espanha. Completou com Raikkonen e Vettel 4.450 quilômetros. A Mercedes, com Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, 5.097 quilômetros.

A temporada 2017 da Fórmula 1 começa na próxima quinta-feira com a primeira sessão de treinos livres para o GP da Austrália às 22h30 (horário de Brasília), com exibição ao vivo do SporTV. A TV Globo transmite o Q3 do treino classificatório na madruga de sábado às 03h45 e a corrida no domingo às 02h00. O GloboEsporte.com acompanha tudo em Tempo Real.

Fonte: G1

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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