Mato Grosso
Várzea Grande entrega mais 12 mil kits alimentação e materiais pedagógicos
Mato Grosso
Da Redação.
Com o objetivo de manter alto o valor nutricional das crianças e adolescentes que frequentam a Rede Pública Municipal de Educação durante o período de pandemia, além de reforçar o ensino pedagógico através do estudo à distância, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, fez a entrega do segundo lote de kits alimentação escolar aos alunos e seus familiares contabilizando mais 12 mil kits, somados a outros 10 mil já entregues na primeira etapa totalizando 22 mil kits e também novos Kits Pedagógicos que são repassados como instrumentos para que os mesmos promovam atividades mesmos distantes das unidades escolares.
A distribuição, destes 12 mil kits de alimentação e pedagógicos, acontecerá ao longo dos próximos dias, por agendamento familiar, para evitar aglomerações nas 86 unidades enquanto as aulas presenciais estiverem suspensas. A ação ocorreu nesta quinta-feira (18), na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Honorato Pedroso de Barros.
A prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, acompanhada pelo vice-prefeito, José Hazama e pelo secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidélis, disse que a intenção é garantir que os estudantes tenham acesso alimentação balanceada e adequada durante todo o período letivo, ainda que em casa.
“As atividades escolares estão temporariamente suspensas em decorrência da Covid-19, porém, se criou uma estratégia para a entrega da alimentação, além da entrega de Kits Pedagógicos com apostilas para estudo à distância para que os alunos não fiquem prejudicados no calendário escolar com acompanhamento remoto dos profissionais da educação. A gestão está empenhada em manter uma educação de qualidade que assegure desenvolvimento intelectual/psicológico das habilidades dos alunos. É uma medida importante, o qual fico mais tranquila ao saber que nossos alunos terão uma garantia de alimentação ”, pontua a prefeita.
Conforme o secretário Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidélis, o kit de alimentação escolar foi pensado na necessidade nutricional dos alunos e confeccionado pelas nutricionistas da Secretaria Municipal. Vale lembrar que todo processo foi aprovado pelo Conselho de Alimentação Escolar de Várzea Grande.
“As cestas foram confeccionadas com base em orientação das nutricionistas que levou em consideração o consumo dos produtos durante 30 dias conforme o planejamento do cardápio oferecido nas escolas. Os kits serão distribuídos para alunos das unidades escolares, além dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), estes últimos recebem ainda ou 1 Kg de carne (bovino e ou suíno) ou frango. Todos os kits passam pelo processo de higienização antes da entrega, respeitando às determinações que o município tem adotado no enfrentamento à Covid–19. O objetivo é garantir alimento aos estudantes mesmo sem aulas presenciais, porém em acompanhamento remoto na produção das atividades educacionais do calendário escolar anual”, assegura o secretário.
Todos os alunos matriculados na Rede Municipal de Ensino cadastrados no Programa Social Bolsa Família do Governo Federal têm direito a receber o kit alimentação.
“Estamos pedindo para aqueles que têm uma condição financeira mais confortável e que não necessitem, que sinalizem. Dessa forma, conforme o número de pessoas que disserem que não precisam, conseguimos redistribuir os produtos e, de certa forma, incrementar ainda mais kits dos alunos de famílias vulneráveis”, explica Silvio Fidélis. Ele ainda reforça que não são cestas básicas, são kits montados com produtos previstos na alimentação escolar diária e que atenderão os alunos e seus familiares.
Além da entrega dos kits de gêneros alimentícios, as unidades escolares também estão fazendo a entrega semanal de atividades pedagógicas para os alunos desenvolverem em casa. Dessa forma, o pai ou responsável que for retirar o kit com alimentos, também pode aproveitar e levar as atividades para a criança realizar durante o período de isolamento social. As atividades foram preparadas pelos próprios professores e educadores, de acordo com o conteúdo estudado em sala de aula e faixa etária do aluno.
Segundo o titular da Educação, os kits pedagógicos, são recolhidos após concluídas as atividades e serão validados para apuração do aprendizado em tempos de pandemia.
Daiane Vermino, 33 anos, Bairro Água Vermelha, tem um filho matriculado na escola e, por isso, recebeu kit. “É uma decisão muito importante e nós agradecemos a prefeita Lucimar pela medida, mas o que mais queremos é que tudo volte logo ao normal, por isso, o momento é das pessoas se resguardarem e ficarem isolados, para os que podem e para aqueles que não podem que saiam para trabalhar mas com meios de seguranças necessários”, disse.
“Cada kit contém alimentos de acordo com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e de uma equipe de nutricionistas. Importante destacar que os diretores de cada escola informarão os horários de cada turma aos pais para evitar aglomeração nos pontos de entrega. Somente pais e/ou responsáveis pelas crianças estão autorizados a receber os kits de alimentação nas escolas da Rede Municipal”, explica o secretário.
O kit é composto por produtos básicos para alimentação, como arroz, feijão, macarrão, óleo, açúcar, farinha de mandioca, leite e biscoito. No caso dos alunos dos Centros Municipais de Educação Infantil, as antigas creches terão um complemento de 1 kg de carne (bovino ou suíno) ou frango.
Antes de concluir sua visita restrita e sem aglomerações a prefeita Lucimar Sacre de Campos, reafirmou suas recomendações as pessoas para que fiquem em isolamento ou trabalhando em casa para os que podem realizar o home office e para aqueles que precisam sair que se resguardem com meios de segurança e higienização para evitar a transmissão e o contágio. “Se unirmos esforços iremos vencer a Covid-19”, disse a prefeita de Várzea Grande.
Foto: Prefeitura de VG.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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