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Homens são presos após realizarem queima de fogos em homenagem a membros de facção criminosa

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Da Redação

Dois integrantes de facção criminosas foram presos na noite da última terça-feira (16), durante a realização de um show pirotécnico, em homenagem a dois bandidos mortos em um confronto com a Polícia Militar na segunda-feira (15), em Rondonópolis.

Em uma residência no bairro Padre Ezequiel Ramim, os militares encontraram vários fogos de artificio, porções de maconha, diversos aparelhos celulares sem procedência, em posse da dupla, sendo que um deles tinha queixa de roubo.

Segundo o boletim de ocorrência, a polícia foi informada que em diversos pontos da cidade, pessoas estariam realizando disparos de fogos de artificio, a princípio, sem motivos aparente.

Os militares do 5° Batalhão que atenderam a ocorrência, avistaram pessoas na frente de uma casa acionando os dispositivos, onde de um veículo VW Gol estacionado se escutava músicas em tributo a facção criminosa, a qual são integrantes.

Quando perceberam a aproximação da PM, alguns dos suspeitos fugiram. No entanto, os policiais conseguiram realizar a detenção de dois deles.

Além disso, foi verificado no celular de um dos presos que o mesmo estava realizando imagens da queima de fogos que acontecia na cidade.

Diante dos fatos, o material e os suspeitos foram conduzidos para 1ª Delegacia de Polícia para as providências cabíveis.

Foto: PMMT

Vídeo: Internauta

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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