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Prefeito diz que retorno das atividades presenciais nas escolas e faculdades dependerá de análise de dados da Covid19

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Da Redação

O prefeito Emanuel Pinheiro disse nesta sexta-feira (5), durante entrevista para a Rádio Jovem Pan, que a volta às aulas nas instituições de ensino públicas e privadas, e faculdades de Cuiabá deverá ser uma das últimas atividades a retomarem e, será de forma gradual, lenta e segura, sempre após avaliação do comportamento da Covid-19 na Capital.

Durante a entrevista Emanuel Pinheiro comentou a informação veiculada em um site da Capital de que o retorno das aulas previsto até o momento para o próximo dia 15 teria sido suspenso diante do aumento verificado nos últimos dias, do número de casos da Covid-19 em Cuiabá. De acordo o prefeito, o aumento dos casos, no percentual de 5% a 7%, já era previsto pelas autoridades de Saúde e da Vigilância Sanitária.

O prefeito confirmou que a última atividade a voltar a sua rotina normal serão as escolas e as faculdades, em razão das características da atividade. “Se será dia 15, como previsto, ou dia 30, ou em julho ou em agosto, é o comportamento da Covid-19 que vai dizer”, destacou lembrando que todas as atividades econômicas retomadas obedeceram a critérios estabelecidos nos decretos municipais, como horários reduzidos e fortíssimas medidas de biossegurança e de distanciamento social.

Segundo o prefeito de Cuiabá, as escolas e faculdades pelas suas características e especificidades, por envolverem um público significativo, as escolas públicas e privadas, 110 mil alunos e 30 mil trabalhadores, e dentro de cada estabelecimento, salas com 40 a 50 alunos, sendo difícil manter o distanciamento social além do fato de que as crianças são assintomáticas e outras variáveis, exige um cuidado maior como vem acontecendo em outros países.  

“Então, até 14 de junho a rede pública e privada de Cuiabá e as faculdades estão com suas atividades suspensas. Acho que neste semestre vai ser difícil voltar, mas só posso dizer isso avaliando diariamente o comportamento do vírus, junto com o comitê. Se detectarmos que é um risco para a propagação com mais rapidez e mais força da Covid-19, não iremos abrir porque o que está em jogo é a saúde e a vida da população”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.

 

 

 

 

Foto: Davi Vale

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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